O que o tamanho das empresas impacta na quantidade de acidentes?

Pesquisamos centenas de nossos clientes em vários setores e descobrimos um ponto em comum:

As empresas com menos de 100 funcionários tiveram quarenta vezes mais chances de sofrer lesões corporais no local de trabalho do que as empresas com mais de 500 funcionários.

Isso não quer dizer que, para reduzir os ferimentos, você precise contratar mais trabalhadores.

Mas o que precisamos é adotar uma cultura de segurança dentro das empresas menores.

Existem dezenas de opções disponíveis para empresas com menos recursos para manter um local de trabalho seguro.

Uma opção é fazer uma avaliação de risco e mostrar para os colaboradores e empregadores os perigos no local de trabalho.

As avaliações de risco não custam muito e podem até ser feitas internamente com um olhar atento e um desejo de melhorar a segurança.

8 etapas para um local de trabalho mais seguro que você não pode ignorar

A segurança no local de trabalho deve ser fundamental para qualquer negócio, mas para os setores de construção, transporte, manufatura, gerenciamento de resíduos e outros, é ainda mais importante. Isso ocorre porque acidentes nessas indústrias podem resultar em ferimentos graves e até morte.

Um novo infográfico da Progressive Safety Equipment intitulado “8 práticas negligenciadas de segurança no local de trabalho” destaca a necessidade de a gerência e os funcionários se unirem para criar um ambiente de trabalho seguro.

Pequenos contratados que trabalham em locais diferentes são especialmente vulneráveis. Se eles não se reúnem com todos que trabalham em um projeto para discutir a segurança e os protocolos que estão / ou precisam estar em vigor, isso torna o site um ambiente perigoso.

De acordo com a Progressive Safety Equipment, “Ter um ambiente seguro começa com uma boa relação de conscientização e conhecimento dos trabalhadores e empregadores sobre os riscos à segurança”.

Práticas de Segurança A primeira prática negligenciada de segurança no local de trabalho é a conscientização. Se os funcionários não forem informados dos perigos que enfrentam no local de trabalho, o ônus recai sobre a administração para garantir que eles o façam. Antes mesmo de um novo funcionário ser contratado, o relatório diz que os gerentes de RH devem avaliar o nível de conscientização dos novos funcionários e informá-los sobre os perigos dos empregos. O infográfico continua dizendo que os trabalhadores que não têm noção da segurança do local não devem ser permitidos no local da construção.

 

2- A próxima questão é gerenciar o estresse, o que pode não ser óbvio à primeira vista, mas é extremamente relevante em ambientes perigosos. Ser hiper-consciente pode fazer os trabalhadores se sentirem estressados.

 

O relatório recomenda a implantação de um processo para que os funcionários possam relatar problemas de estresse relacionados ao trabalho. Um sistema de relatório transparente pode ajudar as empresas a identificar perigos e encontrar soluções antes que alguém se machuque. Algumas das outras práticas negligenciadas de segurança no local de trabalho são comunicação eficaz, aptidão física, manuseio inadequado de materiais voláteis, minimizando as distrações, inovação e transparência do local de trabalho. Quando se trata de relatar acidentes em locais de trabalho, a empresa deve ser totalmente transparente. A cobertura de incidentes não só prejudica a reputação da empresa, mas também do setor como um todo. E no final do dia, há muitas pessoas nos locais de trabalho para encobrir um acidente por muito tempo. O Progressive Safety Equipment continua dizendo que alguns trabalhos apresentam um risco óbvio, enquanto outros não são tão óbvios, mas ainda exigem diretrizes de segurança claras. A chave é identificar quais são os perigos e implementar políticas para que os funcionários as sigam o tempo todo.

 

A solução é mais fácil do que você pensa, use luvas

A OSHA diz que 70% dos ferimentos nas mãos ocorrem quando você não está usando uma luva.

Isso significa que a solução é colocar uma luva na sua mão.

Isso não significa que você precise comprar a luva mais cara ou a mais avançada tecnologicamente.

O que isso significa é que a luva que você compra tem que protegê-lo dos riscos que você encontra regularmente.

 

Com isso vemos que devemos saber especificamente aos riscos que estaremos exposto para conseguir adquirir o melhor EPI, para a nossa atividade.

O que acontece quando transformamos procedimentos em Rotina

O que acontece quando transformamos procedimentos em Rotina.
O que você faria se tivesse todos os seus procedimentos detalhados para a execução das suas atividades.
Isso faria você ser mais produtivo e tendo assim as diretrizes a serem seguidas o que traz uma maior rapidez para fazer os trabalhos do dia.
Mas o que temos que ter cuidado é que quando transformamos procedimentos em rotina executamos os procedimentos de forma mecânica sem realmente ler ou prestar atenção no que estamos fazendo.
Isso acontece porque executamos de forma mecânica e o nosso cérebro automaticamente preenche as informações.
Faça as suas atividades como se fosse a primeira de forma cautelosa e detalhista pois isso evitará um possível acidente mesmo tendo todo os procedimentos detalhados em mãos.
“ Se você não pode fazer grandes coisas, lembre-se que pode fazer pequenas coisas de forma grandiosa. ”

Carregamento sem fio promete um fim aos cabos de dispositivos do dia-a-dia

Quem aí não se rende a mexer no celular enquanto ele está carregando? E quem tem problemas com felinos roendo cabos? Fora o esquecimento do carregador nos momentos em que a gente mais precisa. Além dessas questões cotidianas, um futuro de carregamento wireless massivo e à distância pode reduzir muito lixo eletrônico e mudar algumas coisas no nosso estilo de vida.

carregamento sem fio
Imagem: zagg.com

Cabos demais no chão, nas paredes e no lixo

A questão ambiental costuma liderar a motivação para
mudanças (ou pelo menos deveria) e, no cenário atual de geração de lixo
eletrônico, algumas empresas estão tentando se livrar deles: os cabos. As
companhias Wi-Charge, Energous e Ossia estão desenvolvendo métodos sem fio para
alimentar dispositivos tecnologia infravermelha segura e eficiente.

Somado ao meio ambiente, vem a crescente demanda por energia, principalmente associada ao advento do 5G. Assistentes de voz, residências inteligentes e dispositivos smart em geral devem se tornar parte integrante de nossas vidas diárias nos próximos anos. Mas tudo isso requer energia e, portanto, cabos de alimentação.

Soluções de carregamento sem fio instaladas em cômodos e
veículos

Uma empresa envolvida nisso, a Wi-Charge, tecnologia permite que os usuários alimentem pequenos dispositivos, como smartphones, alarmes de incêndio inteligentes e travas inteligentes, a vários metros de distância sem fios. A tecnologia funciona enviando um fino feixe de luz infravermelha. Um receptor no dispositivo ativado converte o feixe em eletricidade.

carregamento sem fio
Imagem: Wi-Charge

Outra companhia trabalhando nisso, a Energous construiu um dispositivo semelhante a um assistente doméstico inteligente que suporta carregamento doméstico e sem fio. Sua tecnologia pode carregar dispositivos a até 5 metros de distância, incluindo smartphones, câmeras, aparelhos auditivos e drones. A vantagem desse carregador é poder carregar vários dispositivos ao mesmo tempo.

Um lugar problemático, e até perigoso, para manter muitos
cabos é o banheiro. A Wi-Charge testou sua tecnologia de energia sem fio para
pequenas empresas, com foco em seus banheiros. Os dispositivos no banheiro são
carregados sem fio, incluindo torneiras sem contato, dispensadores de sabão e
válvulas de descarga. Essa tecnologia não apenas pode livrar os banheiros dos
cabos, como também remove a necessidade de baterias volumosas nesses
dispositivos.

carregamento sem fio
Imagem: Wi-Charge

Enquanto o Wi-Charge está focado em banheiros e espaços públicos, outra empresa, Ossia, tem como objetivo criar seu próprio nicho em carregamento sem fio para a indústria automotiva – com carros que também devem ser revolucionados pelo 5G.

A empresa desenvolveu um transmissor sem fio que é inserido
diretamente no capô ou no painel de um carro e pode fornecer energia wireless
simultaneamente a dispositivos pessoais e sensores automotivos. Esses sensores,
que fornecem inúmeras leituras sobre o carro ao motorista, estão se tornando
cada vez mais precisos ao mesmo tempo em que são mais dependentes da
conectividade e da potência.

A energia sem fio é um espaço cada vez mais competitivo e o
futuro dos carregamentos pode muito bem ser livre de cabos. A gente agradece.

Fonte: Interesting Engineering.

The post Carregamento sem fio promete um fim aos cabos de dispositivos do dia-a-dia appeared first on Engenharia 360.

Robôs macios e contínuos podem percorrer superfícies delicadas

Um robô contínuo, em forma de fio, que mais parece uma minhoca robótica, pode ser de extrema aplicabilidade. Por quê? Bem, estes robozinhos ferromagnéticos com formato delicado também podem percorrer superfícies complexas. No caso, podem atravessar espaços estreitos sob o controle de campos magnéticos, auxiliando cirurgias, por exemplo.

Imagem: Nature.

Uso de robótica na medicina:

Atualmente, médicos e cirurgiões usam robôs parecidos com cobras em procedimentos no coração, mas esses dispositivos comercialmente disponíveis são grandes demais para partes do corpo mais delicadas. Não é todo tecido ou canal que suporta cateteres convencionais. (Leia sobre cateteres autônomos aqui).

Para resolver essa lacuna, uma equipe multidisciplinar de engenharia (mecânica, civil e ambiental e química) do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o admirado MIT, em criou robôs macios, com aparência de fio, com menos de 1 milímetro de largura. Essas minhoquinhas robóticas contêm partículas magnéticas microscópicas e são revestidas com um gel lubrificante rico em água. Um ímã, disposto em certa distância, permite direcionar o curso do robô por quem estiver realizando a manipulação.

O experimento com o robô contínuo:

A equipe de engenheiros mostrou que os robôs podem navegar
suavemente por uma série de aros espaçados. Os dispositivos também podem
deslizar através de passagens sinuosas, simulando vasos sanguíneos em uma
réplica em tamanho natural do cérebro humano.

No artigo científico, divulgado na Science Robotics, os autores
do trabalho argumentam que, dada sua atuação compacta e independente e
manipulação intuitiva, os “robôs de contínuo macio ferromagnético” (engenheirês
para o robô de que estamos falando) podem abrir caminhos para cirurgia robótica
minimamente invasiva. Isso significa menos cortes e riscos de infecção, por
exemplo. Além do mais, os testes realizados indicam que essa inovação tecnológica
pode permitir tratar lesões anteriormente inacessíveis, tais como alguns
aneurismas, abordando, assim, desafios e necessidades não atendidas na área da
saúde.

robô contínuo
Imagem: Science Robotics.

Fonte: Science Robotics.

The post Robôs macios e contínuos podem percorrer superfícies delicadas appeared first on Engenharia 360.

Membrana nanoestruturada de madeira potencializa a destilação de água

A gente acredita (e torce) que a maioria dos leitores aqui receba água tratada com qualidade, mas é importante lembrar que, lamentavelmente, esse é um privilégio. A escassez de água é um desafio global e, de acordo com a ONU, quase metade da população mundial vive em regiões de escassez potencial por pelo menos 1 mês por ano. O problema é acentuado pelas mudanças climáticas e urbanização sem planejamento. Nesse cenário, técnicas intuitivas como a dessalinização podem ajudar a aliviar o estresse hídrico, extraindo água limpa de uma variedade de fontes salinas ou contaminadas. A ciência e engenharia impulsionam a dessalinização com o objetivo de acelerar o processo e/ou gerar escalabilidade, inclusive usando nanotecnologia.

madeira nanoestruturada
Imagem: Science Advances.

Destilação com membranas:

Durante a dessalinização da água, a destilação por membrana é desafiada pela ineficiência da separação térmica da água dos solutos dissolvidos (que queremos retirar), devido à sua dependência da porosidade da membrana e da condutividade térmica. Além disso, as técnicas existentes, como a osmose reversa, demandam muita energia. Os pesquisadores estão, portanto, interessados ​​em usar fontes de energia renováveis ​​e de baixo custo como uma alternativa de estratégia econômica para vencer esses desafios, ou potencializar o processo de destilação um modo em que não seja necessária tanta energia.

A destilação por membrana é um processo de separação
emergente, baseado em temperatura e pressão de vapor, que utiliza fontes
solares, térmicas ou outras fontes renováveis. Em seu mecanismo de ação, a água
evapora no lado de alimentação quente das células de destilação para se
difundir através de uma membrana hidrofóbica, ou seja, que repele água, para
condensar no lado do permeado frio.

Demanda por membranas com qualidade específica:

Durante a destilação, o transporte de vapor de água pode
levar à transferência de calor por convecção para reduzir o gradiente e
diminuir a força motriz para a transferência de massa através da membrana. Em
engenheirês, o objetivo dos cientistas para uma membrana ideal seria que ela
combinasse um tamanho de poro grande, baixa tortuosidade de poros, baixa
condutividade térmica, alta porosidade, espessura ótima, boa resistência
mecânica, boa relação custo-benefício e baixo impacto ambiental. No entanto, as
membranas existentes feitas de polímeros sintéticos não atendem aos padrões
ideais devido a várias deficiências.

A novidade em nanotecnologia e madeira:

Em um relatório disponibilizado na revista científica Science Advances, um grupo de pesquisadores de departamentos interdisciplinares de engenharia civil, ambiental, arquitetura, ciência dos materiais e engenharia mecânica nos EUA, Noruega e China fabricaram uma membrana de destilação robusta. Feita a partir do quê? Madeira.

O grupo usou uma membrana hidrofóbica nanoestruturada com
alta porosidade e estrutura de poros seguindo uma ordem hierárquica com uma
ampla distribuição de tamanho de poros de nanofibrilas de celulose cristalina,
vasos de xilema e lumina para facilitar o transporte de vapor de água. Parece
aula de botânica do ensino médio, mas estamos falando de madeira, né?

madeira
Imagem: Science Advances.

Ocorre que, com essa organização da estrutura da membrana, em
níveis manométricos, a condutividade térmica foi extremamente baixa na direção
transversal da construção para reduzir a perda de calor condutivo, embora a
alta condutividade térmica ao longo da fibra permitisse uma dissipação térmica
eficiente ao longo da direção axial.

A membrana demonstrou excelente permeabilidade ao vapor
intrínseco e eficiência térmica. As propriedades combinadas de eficiência
térmica, fluxo de água, escalabilidade e sustentabilidade tornaram a “nanomadeira”
recomendável para aplicações de destilação por membrana.

Fonte: Science Advances

 

Tecido eletrônico multifuncional acaba de ser desenvolvido

O conceito de wearable atingiu outro nível: Pesquisadores da Purdue University, uma universidade pública localizada Indiana, EUA, desenvolveram uma inovação em tecido eletrônico que permite aos usuários controlar gadgets por meio de nada menos do que… roupas!

Imagem: Wiley Online Library.

A novidade em wearables:

É a primeira vez que há uma técnica capaz de transformar
qualquer item de têxtil em sensores de autoalimentação que contenham tecidos
eletrônicos, tocadores de música ou telas de iluminação simples, usando
bordados, sem a necessidade de processos de fabricação caros que exijam etapas
complexas.

A tecnologia proposta torna possível fabricar tecidos que
podem proteger o usuário da chuva, repelir manchas e bactérias enquanto colhem
a energia do usuário para impulsionar a eletrônica em que se baseiam. Estes
e-têxteis autoalimentados também constituem um importante avanço no
desenvolvimento de interfaces humano-máquina vestíveis, que agora podem ser
lavadas muitas vezes em uma máquina de lavar convencional sem degradação
aparente. Vislumbramos um futuro de armaduras eletrônicas laváveis, ou é só um
sonho?

tecido eletrônico
Imagem: Wiley Online Library.

Funcionalidades:

A roupa desenvolvida pelo grupo de pesquisadores(as) da Purdue
é à prova d’água, respirável e antibacteriana. Falando em engenheirês, ela é
baseada em nanogeradores ontipóbicos triboelétricos (RF-TENGs), que usam
bordados simples e moléculas fluoradas para embutir pequenos componentes
eletrônicos e transformar uma peça de roupa em um mecanismo de alimentação. A
equipe da Purdue diz que a tecnologia RF-TENG é basicamente como ter um
controle remoto vestível que também mantém odores, chuva, manchas e bactérias
longe do usuário. Tony Stark e Bruce Wayne estão perdendo a exclusividade em wearables úteis.

De acordo com o líder do grupo, embora a moda tenha evoluído significativamente nos últimos séculos e tenha adotado facilmente materiais de alto desempenho recentemente desenvolvidos, há muito poucos exemplos de roupas no mercado que interagem com o usuário. No caso, ter uma interface com uma máquina que estamos constantemente usando parece a abordagem mais conveniente para uma comunicação ideal com os eletrônicos.

Imagem: Wiley Online Library.

A tecnologia está sendo patenteada através do Escritório de Comercialização de Tecnologia da Purdue Research Foundation. Os pesquisadores estão procurando parceiros para testar e comercializar sua tecnologia. O artigo completo com a pesquisa pode ser encontrado na revista Advanced Funcional Materials.

Fonte: Purdue University.

The post Tecido eletrônico multifuncional acaba de ser desenvolvido appeared first on Engenharia 360.

Biotecnologia: bactérias podem produzir grafeno

A gente já comentou por aqui sobre como o grafeno vem
revolucionando a indústria, da perspectiva dos materiais. Mas a demanda por
esse insumo implica a busca por diferentes formas de produção dele, correto? E
em um contexto em que biotecnologia se apresenta como um excelente recurso, de
forma ousada, a engenharia recorreu às bactérias para a produção de grafeno!

bactérias grafeno
Imagem: onlinelibrary.wiley.com

O desafio da produção de grafeno em larga escala:

O grafeno é um nanomaterial de grande interesse na engenharia devido à sua alta capacidade de conduzir eletricidade, bem como a sua extraordinária força mecânica e flexibilidade. No entanto, o grande obstáculo em adotá-lo para aplicações cotidianas é a sua produção em grande escala, mantendo suas propriedades surpreendentes.

Uma equipe de pesquisadores em nanociência, liderados pela bióloga
Dra. Meyer, descreveu seu método para produzir materiais de grafeno usando uma
nova técnica: misturar grafite oxidada com… Bactérias! Segundo a equipe, a
metodologia constitui uma maneira mais eficiente em termos de custo, economia
de tempo e respeito ao meio ambiente, ao ser comparada com os métodos químicos
de produção do grafeno.

grafeno bacterias
Imagem: phys.org

Produção biológica do grafeno:

A fim de produzir maiores quantidades de materiais de
grafeno, a bióloga Meyer e seus colegas começaram com um mero frasco de
grafite. Eles esfoliaram o grafite – derramando as camadas de material – para
produzir o óxido de grafeno, que eles então misturaram com a bactéria Shewanella. Eles deixam o béquer de
bactérias e materiais precursores repousar durante a noite, período em que as
bactérias reduziram o óxido de grafite a um material de grafeno.

As bactérias removeram os grupos de oxigênio do material,
transformando-o em condutível para eletricidade. Basicamente, fizeram o
trabalho.

Aplicações para o grafeno produzido por bactérias:

O material de grafeno produzido por bactérias criado no
laboratório de Meyer é condutor e também é mais fino e mais estável do que o
grafeno produzido quimicamente. Além disso, ele pode ser armazenado por
períodos mais longos.

Essas propriedades tornam o grafeno produzido biologicamente adequado para uma variedade de aplicações, incluindo biossensores de transistores de efeito de campo (FET) e tinta condutora. Os biossensores FET são dispositivos que detectam moléculas biológicas e poderiam ser usados para realizar, por exemplo, monitoramento de glicose em tempo real para diabéticos. Legal, né?

Imagem: graphenea.com

O artigo original está disponível na ChemPubSociety Europe e comentários dos autores podem ser consultados no Phys.org.

The post Biotecnologia: bactérias podem produzir grafeno appeared first on Engenharia 360.