Será que guerras podem deixar algum legado positivo?

engenharia de guerra

Toda experiência ensina! Claro que não há quaisquer justificativas para as guerras! Contudo, a vida continua para muitos e precisamos tentar lidar com a realidade, usando tudo que aprendemos convertendo em soluções para um futuro melhor. Mas é difícil pensar que se pode tirar qualquer coisa de bom de momentos tão tristes assim. Só que até mesmo a Engenharia Reversa desenvolvida no Pós-Guerra prova que isso é possível. Hoje, muitas das tecnologias inventadas durante esses conflitos trágicos fazem parte do nosso cotidiano. Saiba mais neste post!

Algumas invenções desenvolvidas durante as guerras

Para superar os períodos mais tensos, com milhares vítimas e muita miséria, a humanidade precisou como nunca do conhecimento adquirido para superar os desafios e se reerguer, criando máquinas, indústrias e serviços. E o que surgiu disso foi adaptado e readaptado inúmeras vezes em outras pesquisas por diversos cientistas ao redor do mundo. Hoje, temos bem perto de nós algumas dessas invenções; por exemplo, os itens da lista a seguir! Confira!

1. Computação

O primeiro computador eletrônico do mundo foi desenvolvido na Segunda Guerra, em 1946, embora tenha ficado pronto só na Guerra Fria. Infelizmente, na época, ele serviu para cálculos de bomba de hidrogênio; pesava 30 toneladas e ocupava 167 metros quadrados. Mas, hoje, os novos PCs são pequenos, finos, leves e muito mais potentes, contribuindo para diversas atividades do nosso cotidiano.

E sabe a Internet que tanto usamos não só nos computadores, mas tablets, celulares e mais? Tal tecnologia foi aprimorada também durante a Guerra Fria, quando os norte-americanos buscavam um meio de comunicação e de armazenamento de dados que fosse descentralizado. Assim, surgiu a ARPANET – a “vovó” da Internet. Enfim, o que era antes restrito aos militares, agora chega à palma da mão, sendo usado em escolas, comércios, hospitais, entre outros locais e para os mais variados fins.

Imagem reproduzida de blog rede lan

2. Assistência à saúde

Sim, a Medicina já existe há milênios; e é claro que, desde os povos antigos, são criadas receitas de remédios para tratar os enfermos. Contudo, a produção de antibióticos aconteceu mesmo na Segunda Guerra, após a invenção da penicilina, com o objetivo de combater doenças como a sífilis e a gonorreia. Com o passar dos anos, isso abriu caminho para a criação de outros medicamentos, como remédios para malária, por exemplo.

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Imagem reproduzida de UOL

Voltando alguns séculos no tempo, em 1487, a Rainha da Espanha, Isabela I, passou a destinar carruagens para buscar os feridos do seu reino depois das batalhas. Mas a invenção dos carros-ambulâncias aconteceu no século XV, com o exército espanhol, preocupado com a integridade física de seus soldados. Mas no século XVIII, por exemplo, os veículos já tinham quatro rodas.

Imagem reproduzida de CNN Brasil

3. Monitoramento de tráfego

Imagina decolar, voar e pousar sem qualquer noção do que existe pela frente, sem ter certeza da distância que está do solo ou de outras superfícies, além das demais aeronaves. Para isso é que se faz necessário o controle de tráfego. A saber, na Primeira Guerra, os americanos instalaram o primeiro rádio de comunicação em duas vias.

E, em 1916, os técnicos conseguiram enviar uma mensagem via telégrafo a uma distância de 225 quilômetro de distância; isso foi um marco de engenharia!

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Imagem reproduzida de Lift Aviation

De fato, a comunicação de dados está quebrando barreiras à cada dia! Hoje temos tecnologia de sistema de navegação até mesmo em telefone celular. Parcialmente, o sistema via rádio tem a ver com isso. O LORAN ou Decca Navigator foi usado na Segunda Guerra. Agora, nações inteiras recorrem a projetos tipo GPS.

Imagem reproduzida de Freepik

4. Câmeras Digitais

Quem não deseja ter uma câmera potente para fazer suas fotos e filmes, inclusive para as redes sociais? A tecnologia maravilhosa que nos é disponível hoje começou pela necessidade das tropas de captar melhores imagens de territórios inimigos. Então, eles aprimoraram equipamentos, principalmente visando depender menos do processo de recuperação de filmes, que era algo trabalhoso demais. Assim, em 1976, a NASA lançou em órbita o satélite H-1 “Kennan”, equipado com uma câmera óptico-elétrica capaz de transmitir as imagens em formatos digitais. E diz-se que os fundamentos dessa tecnologia estão presentes até hoje nas câmeras digitais usadas por civis do mundo todo.

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Imagem reproduzida de Zoom

5. Micro-ondas

Para terminar, precisamos falar do micro-ondas. Esse equipamento parece tão simples, e muita gente tem um modelo dentro da cozinha de casa, para esquentar e cozinhar alimentos. Mas isso também é fruto de Engenharia Militar, sabia? Na Guerra Fria, os engenheiros trabalhavam com radares, construindo peças capazes de gerar ondas eletromagnéticas. E, meio sem querer, descobriam haver aí um potencial de nova técnica.

Imagem reproduzida de Wyda

Antes de terminar este texto, devemos lembrar de que a lista de invenções desenvolvidas durante as guerras é bem maior que isso. Não podemos nos esquecer das soluções de Arquitetura para Emergências; Engenharia de Segurança; Engenharia de Combate a Incêndios; Logística; e muito mais.

São coisas que – se não surgiram na ocasião – foram super aprimoradas nestes períodos tortuosos.

Não sei de você, mais eu preferia não ter nada disso, nenhum desses confortos e facilidades em troca da paz e da vida de tantos que se perderam. Sem dúvidas, apesar do grande salto de desenvolvimento tecnológico que o mundo deu, nada substitui os danos causados sobre nós, nossos irmãos e a natureza. Fica a reflexão!

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Imagem reproduzida de Army University Press

Fontes: Tecmundo.

Será mesmo que vigas de plástico superam vigas de concreto e de aço? Descubra!

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O que você acha que é mais resistente: vigas de concreto ou de aço? E se disséssemos que existe outra opção ainda melhor, as vigas de plástico! Sim, é possível moldar elementos para a construção civil com esta matéria-prima reciclada. Qual o motivo? Um caminho mais sustentável para a Arquitetura e Engenharia Civil! Bem, pelo menos é isso que propõem os pesquisadores da Universidade Politécnica de Valência, na Espanha, que patentearam um novo sistema de fabricação de peças que promete revolucionar o setor! Continue lendo para saber mais!

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Imagem reproduzida de Recicla Sampa

Como são feitas as vigas de plástico?

As vigas feitas pelos pesquisadores espanhóis são fabricadas em pequenos blocos de plásticos impressos em 3D. No processo, é utilizado plástico reciclado como matéria-prima. A ideia era mesmo criar uma solução mais sustentável para a construção civil. “Nosso objetivo era propor uma alternativa às atuais vigas de concreto armado. Elas são feitas com perfis construídos ao longo do comprimento da peça, que exigem instalação cara e são de difícil transporte.”, assim explicou o professor José Ramón Albiol, coordenador da equipe da universidade, em reportagem de Inovação Tecnológica.

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Imagem reproduzida de VIX
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Imagem reproduzida de VIX

Quais as vantagens e desvantagens das vigas plásticas?

  • As vigas plásticas são facilmente transportáveis;
  • São fáceis de serem instaladas em qualquer lugar;
  • Podem ser montadas como se fossem módulos LEGO;
  • Pesam até 80% menos que vigas de concreto e metal;
  • Economiza, assim, custos com tempo, mão de obra, guindastes e caminhões;
  • Sua estrutura, em favo de mel, permite reduzir o material utilizado;
  • Assim, tem baixo peso estrutural;
  • E, por fim, apresenta capacidade mecânica elevada.
construção civil
Imagem reproduzida de VIX

Como são instaladas as vigas de plástico?

As vigas de plástico, como dito antes, são fabricadas em pequenos blocos, facilmente transportáveis. Elas são levadas até o local de uso apenas com ajuda de mão de obra simples, montadas como se fossem “peças de encaixar” e reforçadas com elementos que garantem a sua rigidez. Se for necessário, podem ser impressas no próprio canteiro. Isso quer dizer que podem ser fabricadas em qualquer lugar, até nas alturas, em níveis mais altos de edifícios ou áreas de difícil acesso – por exemplo, em zonas de favelas.

O que acha do potencial das vigas de plástico? Escreva nos comentários!


Fontes: Inovação Tecnológica.

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3DEXPERIENCE | SQUARE ROBOT para inspeção rápida de tanque de combustível [desenvolvido em SolidWorks]

Square Robot

Imagine encontrar falhas de pintura em tanques de armazenamento de combustível. O que fazer? É claro que problemas assim precisam ser eliminados com antecedência. Contudo, não seria adequado contar com o trabalho humano para isso, por questões de segurança – fora que os custos associados nesta operação seriam enormes. Pensando nisso – e também por conta das novas normas regulamentadoras que foram surgindo -, os pesquisadores precisaram desenvolver, ao longo dos anos, veículos que pudessem fazer tais tarefas de alto grau de risco. Neste texto, contamos a história do surgimento do Square Robot. Confira!

Square Robot
Imagem reproduzida de SOLIDWORKS

O surgimento do Square Robot

A empresa Square Robot, Inc. é uma startup fundada em 2016 e sediada em Boston, nos Estados Unidos. Atualmente, ela é líder na fabricação de robôs autônomos submersíveis e em flutuação cuja capacidade é realizar inspeções de infraestrutura offshore – de petróleo e gás. Os mesmos são alimentados por bateria e são guiados para inspecionar o piso dos tanques de combustível em busca de falhas – como de corrosão e integridade. Isso é uma tarefa que precisa realmente ser feita o mais rápido possível e representa um grande desafio de design que requer uma estratégia bastante complexa.

Desafios

A ideia era, portanto, criar um robô autônomo especial e resistente que pudesse ir onde nenhum humano deveria, como em áreas de tanques de armazenamento de combustível ou solo totalmente petrolíferos que precisam ser inspecionados e reparados. Mas criar uma peça para explorar as fendas escuras e perigosas desses tanques não era fácil. Então, a Square Robot precisou se apoiar em várias soluções SolidWorks para superar os seus desafios!

Square Robot
Imagem reproduzida de auvsi.org

A utilização do SolidWorks CAD no projeto

A Square Robot trabalhou com o SolidWorks CAD e a plataforma 3DEXPERIENCE para criar as soluções de revisão e gerenciamento do ciclo de vida do seu novo produto, se beneficiando sempre da colaboração on-line, em nuvem, de especialistas em robótica trabalhando em locais diferentes – engenheiros, gerentes e principais interessados. Veja o que disse Charles O’Connell, engenheiro mecânico sênior da empresa, em reportagem de Blogs SolidWorks:

“É possível armazenar dados CAD no Google Drive, mas não de uma forma inteligente que mantém o histórico de revisões e os relacionamentos entre as montagens e seus itens filhos. Trabalhando dessa forma, o responsável pela organização – no caso, eu – tinha que gerenciar diligentemente todos os dados e revisões localmente, decidindo quais arquivos locais substituir. Isso não era apenas demorado e trabalhoso para o organizador, como também suscetível a erros humanos e impedia a colaboração. Precisávamos de uma solução baseada em nuvem que nos permitisse colaborar, manter controles de revisão e bloquear dados CAD aprovados.”,

“Começamos a trabalhar no desenvolvimento de peças, montagens e desenhos no SolidWorks, armazenando-os na nuvem via Google Drive e usando o recurso SolidWorks Pack and Go para conjuntos de dados maiores.”,

“Com a plataforma 3DEXPERIENCE, estamos no caminho certo para desenvolver uma frota de robôs que podem inspecionar tanques de armazenamento de combustível em todo o país e no mundo – um tanque de cada vez.”.

Square Robot
Imagem reproduzida de Render Blog – Render Cursos
Square Robot
Imagem reproduzida de SOLIDWORKS

As principais características do Square Robot

No passado, a maioria das inspeções de tanques exigia que um tanque fosse retirado do serviço para ser drenado, aberto, limpo e inspecionado. Isso era feiro por meio de testes não destrutivos manuais, com os resíduos sendo processados e os reparos sendo feitos conforme necessário. Enfim, mais tarde, com o desenvolvimento desta tecnologia do Square Robot, este risco foi evitado com sucesso!

Tal robô tem um design que mais lembra algum modelo do famoso filme da Disney, ‘Wall-E’. Ele pode ser movido à bateria em um tanque de petróleo, gasolina ou diesel. Também fazer captura de imagens de alta clareza – mesmo em condições de pouca iluminação -, para informações detalhadas – como níveis e condições de sedimentos e revestimento. Inclusive, teve a sua primeira certificação em 2019 – quando fez inspeção em serviço do interior de um tanque de armazenamento de diesel acima do solo para a Phillips 66, líder em aviação e uma das maiores refinarias dos Estados Unidos. Este foi, realmente, um importante marco para a Engenharia!

Square Robot
Imagem reproduzida de Square Robot

Através do SolidWorks, a empresa Square Robot conseguiu melhorar e até acelerar o desenvolvimento de seu produto através de um processo colaborativo feito por equipe especializada, reduzindo erros por meio de um controle de revisão.

Veja Também: Transformar deserto sem vida em “Jardim do Edem” – conheça a solução de robótica proposta por um designer de Dubai


Fontes: SolidWorks.

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A 3DEXPERIENCE vem aí e a Dassault Systèmes prepara grandes novidades [Confira!]

3dEXPERIENCE

Em breve, teremos a oportunidade de acompanhar um dos eventos de tecnologia mais aguardados do ano, a 3DEXPERIENCE World. Mas, por hora, vamos contar uma novidade para você! A Dassault Systèmes – fornecedora de ambientes virtuais 3D colaborativos – quer compartilhar grandes novidades com o seu público com relação à sua plataforma 3DEXPERIENCE, sobretudo para os segmentos críticos e sensíveis da economia atual, como defesa e saúde. Saiba mais no texto a seguir!

3dEXPERIENCE
Imagem reproduzida de Dassault Systèmes

Sistema de nuvem da plataforma 3DEXPERIENCE da Dassault Systèmes

A nova plataforma 3DEXPERIENCE da Dassault Systèmes está diferente. Agora ela poderá ser configurada em qualquer país, de acordo com as normas e regulamentos locais de cada segmento. Os clientes também passarão a se beneficiar do sistema em Nuvem com Atos´OneCloud Sovereign Shield, ao mesmo tempo que poderão ter acesso a um controle total de dados, processos e propriedade intelectual.

As empresas poderão acompanhar, em tempo real, as suas atividades de negócios e ecossistema em um único ambiente colaborativo e interativo. Esse ambiente será altamente protegido por meio de soluções em cibersegurança especial da Atos – líder global em transformação digital. Tudo foi muito bem elaborado para atender setores que oferecem serviços a cidadãos, pacientes, consumidores, estudantes e stakeholders de negócios, que, justamente por isso, exigem ambientes seguros. E a ideia é, logo, aproveitar cada vez mais essa combinação cibernética da Atos com a solução de plataforma 3DEXPERIENCE para expandir a parceria.

3dEXPERIENCE
Imagem reproduzida de LWT Sistemas

Desenvolvimento de produtos e serviços de mobilidade por meio de transformação digital e tecnológica

Outra excelente novidade apresentada recentemente pela Dassault Systèmes é de que o Grupo Renault, “Renaulution”, escolheu a plataforma 3DEXPERIENCE em Nuvem para o desenvolvimento global de produtos e serviços de mobilidade. Explicando melhor, a 3DEXPERIENCE integra design 3D, simulação e software de inteligência de informação em um ambiente virtual colaborativo, permitindo que cada área de uma empresa apoie o processo de criação de valor.

3dEXPERIENCE
Imagem reproduzida de Imprensa Renault

Dentro da plataforma 3DEXPERIENCE, a Renault irá criar soluções para novos veículos e serviços de mobilidade. Será compartilhado, em tempo real, todos os dados relacionados a produtos durante seu ciclo de vida e para gerenciar Gêmeos Virtuais (Virtual Twins) das diversas configurações de produtos. Isso irá ajudar a melhorar a colaboração interna em toda a empresa, reduzindo custos e o tempo de desenvolvimento de novos veículos em aproximadamente um ano – ou seja, o que a indústria chama de “ecossistema ágil e colaborativo”.

“A plataforma 3DEXPERIENCE conecta a engenharia a todas as disciplinas em uma empresa digital. Ganharemos agilidade, velocidade e eficácia para desenvolver uma nova mobilidade mais rápido do que nunca”. – Luca de Meo, CEO do Grupo Renault.

Então, quais outras surpresas a evolução tecnológica deve nos trazer ainda em 2022? Continue acompanhando o 360 que logo trazemos informações sobre mais novidades para você!

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Como funciona a comunicação Bluetooth? | 360 Explica

Homem usando fone de ouvido enquanto sorri

A Tecnologia de Comunicação “Bluetooth” tirou seu nome de:
1. Um rio
2. Um rei
3. Um general
4. Um castelo

Programa quem quer ser um milionário
Fonte: Globo

Essa foi a pergunta de R$1.000.000 no quadro “Quem quer ser um milionário” de uma das edições do ‘Domingão com Huck’. Na ocasião, o participante preferiu não arriscar (o valor que já tinha acumulado) e decidiu não responder. No entanto, se você está curioso para saber a resposta certa, a história dessa tecnologia e como ela funciona, continue lendo este artigo!

Bluetooth, Dente Azul e… Dinamarca?

descrição do simbolo de bluetooth
Fonte: Boa Informação

O nome Bluetooth é uma homenagem ao rei dinamarquês Harald Blåtand (911 d.C. – 986 d.C.), também conhecido como Harold Bluetooth (“Dente Azul” em português). Os criadores da tecnologia deram esse nome porque acreditavam que o Bluetooth iria unificar a conexão entre diferentes dispositivos, assim como o rei teria unificado tribos norueguesas, suecas e dinamarquesas.

O logotipo também é inspirado no nome de Harold, é construído pela união das runas nórdicas que representam “H” e “B”.

Criação do sistema

pessoas com as mãos dadas
Fonte: Pexels

Apesar de ser usado em muitos aparelhos atualmente, a tecnologia do Bluetooth começou a ser elaborada na década de 1980. Isso se deu através da empresa sueca Ericsson, que, na época, iniciou uma linha de pesquisa para desenvolver um sistema que permitisse conectar um aparelho base a um fone de ouvido, como um computador, mas sem utilizar cabos. Porém, o desafio parecia muito complexo; por isso, foi “jogado para escanteio” por um tempo.

Os avanços só começaram a surgir novamente em 1998, com a criação o consórcio Bluetooth SIG (Bluetooth Special Interest Group), grupo que envolvia, inicialmente, as gigantes das telecomunicações (Ericsson e Nokia), da fabricação de PCs (IBM e Toshiba) e a líder no desenvolvimento de chips e processadores (Intel).

Pode-se dizer que a diversidade de companhias envolvidas no processo foi importante para permitir o desenvolvimento de padrões que garantissem o uso da tecnologia em diversos dispositivos.

Funcionamento

iphone 6
Fonte: Pexels

Assim com o Wi-Fi, o Bluetooth utiliza ondas de rádio para enviar dados entre dispositivos. Porém, enquanto o Wi-Fi precisa que a conexão seja entre um roteador e um dispositivo, o Bluetooth permite enviar dados através de uma conexão dispositivo-dispositivo.

Como o objetivo era utilizar esse sistema de compartilhamento de dados no mundo todo a faixa ISM (Industrial, Scientific, Medical), que opera numa frequência entre 2,4 GHz e 2,5 Ghz, foi definida como base, visto que era uma frequência aberta e aceita em todos os lugares do mundo.

Porém, para usar uma frequência aberta era necessário criar uma estratégia de segurança a fim de prevenir que o Bluetooth causasse/sofresse interferências de sinais externos.

Diante disso, foi adotado o esquema de comunicação FH-CDMA (Frequency Hopping — Code-Division Multiple Access), em que a frequência é dividida em vários canais. O dispositivo que estabelece a conexão muda repetidamente de frequência, processo conhecido como “salto de frequência” e que pode chegar a 1.600 saltos/segundo, o que diminui as chances de interferências.

Além disso, desde que as ondas de rádio possam ser recebidas, a conexão Bluetooth torna-se possível. Aliás, o protocolo padrão de comunicação opera em 3 classes, sendo elas:

  • 1 mW (0dBM) = 1 metro de alcance;
  • 2.5 mW (4 dBM) = até 10 metros de alcance;
  • 100 mW (20 dBm) = até 100 metros de alcance;

A saber, atualmente, a maioria dos dispositivos Bluetooth que usamos no dia a dia opera na segunda classe, o suficiente para fazer conexões simples como computador-mouse. Todavia, mesmo operando nessa classe ainda é possível criar uma rede com até oito dispositivos.

Quais as aplicações desse tipo de conexão?

1. Transferência de arquivos

Pessoas usando o computador
Fonte: Pexels

É a função mais conhecida; permite que dois aparelhos transfiram informações como vídeos, fotos, imagens, documentos, etc. Tanto smartphones quanto computadores estão equipados com essa funcionalidade, apesar de seu uso ter se tornado menos frequente, graças a serviços de nuvem e Wi-Fi, ainda “quebra um galho”.

2. Conexão entre dispositivos

Homem usando fone de ouvido enquanto sorri
Fonte: Unsplash

O uso de mouses, teclados, fones de ouvido e caixas de som se tornou essencial, principalmente em tempos de home office. E, como o Bluetooth ainda elimina o uso de fios, temos o benefício de ter os escritórios mais minimalistas e organizados.

3. Controles

gamers
Fonte: Unsplash

Consoles de videogames da nova geração – Wii U, PlayStation 3 e 4, Xbox One S e Xbox One X usam Bluetooth para seus respectivos controles sem fio. Entretanto, também podemos encontrar ventiladores, caixas de som e aparelhos de ar-condicionado que utilizam controles que funcionam via Bluetooth.


Fontes: Blog Eletrogate, TechTudo, CanalTech, Infowester, Oficina da Net, Dialogando, Zoom.

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Réveillon no Metaverso: Nova York oferece festa também na Times Square virtual

Nova York

Talvez não haja evento de Réveillon mais famoso no mundo do que o que é realizado todos os anos na Times Square, em Nova York. Milhares de turistas preenchem a avenida de cor para assistir aos shows distribuídos em diversos pontos estratégicos, além de esperar a bola da Onde Times Square descer na contagem regressiva e soltar milhares de papeizinhos picados com desejos escritos pelos próprios nova-iorquinos e seus visitantes. Claro que outros preferem assistir pela televisão, especialmente agora, em tempos de Covid. Só que em 2021-22 nós teremos mais uma opção! Pensando nos cancelamentos de comemorações presenciais, a empresa Jamestown lança o Réveillon da Times Square também no Metaverso. Saiba mais sobre isso no texto a seguir!

metaverso
Imagem reproduzida de TechBriefly PT

A grande empreitada de Nova York

Estamos às vésperas da grande festa de Réveillon de Nova York. Já em 2020, houve algumas ações nesta época, relacionadas a experiências virtuais imersivas através do aplicativo e site VNYE, onde as pessoas podiam participar de atividades interativas enquanto a comemoração da data acontecia em todo o mundo. A ideia era complementar a festa que estava limitada por conta do avanço do covid-19. Assim, todos podiam estar ligados à Times Square, mesmo enquanto o acesso estava limitado.

Contudo, em 2021 para 2022, a questão do virtual imersivo para o Ano Novo de Nova York ganha proporções antes inimagináveis! Tudo está sendo organizado pela empresa Jamestown, conglomerado imobiliário de atuação global, experiente em gestão e investimentos voltados para o design, e fundada no ano de 1983. Ela, que é dona do prédio onde acontece a descida da esfera caleidoscópica, irá aproveitar o engajamento que tem na vida real e irá fazer um grande evento no Metaverso para celebrar a virada do ano. Pode-se dizer que é uma das maiores estratégias digitais já realizadas!

“Este evento destaca como os eventos virtuais podem se integrar de forma coesa com os reais em um esforço para trazer experiências únicas para tantas pessoas que nunca poderiam participar de outra forma.” – DCG Chefe de Imóveis Simon Koster, em reportagem de Tech Briefly.

Nova York metaverso
Imagem reproduzida de TechBriefly PT

A festa dentro do Metaverso ou mundo virtual

À meia-noite, as pessoas vão saudar a chegada do novo ano na Times Square real ou material e também no Metaverso da Times Square. Sim, também haverá uma descida de esfera caleidoscópica e um espetáculo pirotécnico neste mundo virtual 3D. Tudo acontecerá dentro do Decentraland, um sistema de game desenvolvido em blockchain e governado por uma organização autônoma descentralizada, como se fosse o Second Life ou Minecraft. E a festa será composta de exibições de NFTs, performances de música e áreas VIPs.

Dentro deste Metaverso, os usuários podem criar avatares personalizados, explorar áreas da Times Square, coletar confetes para ganhar pontos que contam para outras personalizações de avatar e visitar a plataforma de observação em One Times Square para observar do alto o mundo virtual da Times Square. Além disso, são oferecidos três jogos únicos e envolventes:

  • Dance World, onde podem mostrar suas habilidades de dança;
  • Nature World, onde eles podem trazer várias visões da natureza para dentro de casa e se envolver em pesquisas destinadas a coletar peças da icônica esfera da véspera de Ano Novo; e
  • Zero G, onde os usuários podem viajar pelo mundo graças a uma experiência que utiliza slides, visitando atrações importantes e ganhando pontos e recursos adicionais.
Nova York metaverso
Imagem reproduzida de Portal do Bitcoin – UOL
Nova York metaverso
Imagem reproduzida de Business Wire

A festa na Times Square real

Fora do Metaverso, o foco da festa de Réveillon de Nova York será, mais uma vez, no One Times Square, um edifício de 26 andares no meio da Times Square de Nova York, onde a bola irá cair do telhado na véspera de Ano Novo. Neste ano de 2021, a comemoração terá apenas 15 mil pessoas – ao invés de 58 mil, como de costume -, e todos os presentes terão que apresentar comprovante de vacinação. E quem resolver não se arriscar, nem mesmo no Metaverso, poderá escolher entre transmissões ao vivo de 11 câmeras na Times Square e transmissões ao vivo de sete EarthCam que permitirão que eles acompanhem as celebrações do Ano Novo em várias partes do mundo, incluindo os lindos fogos do Rio de Janeiro.

Confira, a seguir, algumas imagens de engenharia da famosa esfera caleidoscópica do Réveillon de Nova York!

Nova York
Imagem reproduzida de CLIQUE NOVA YORK

Veja Também: Descubra como seria a visão da Times Square sem anúncios publicitários

Bônus | Curiosidades sobre a bola da Times Square

A primeira celebração de Ano Novo na Times Square aconteceu em 1903, quando o proprietário do jornal ‘The New York Times’ decidiu comemorar a abertura da nova sede no One Times Square com fogos de artifício. No ano seguinte, pensando em fazer um espetáculo maior, seu eletricista sugeriu fazer uso de uma bola do tempo. E assim foi feito!

Para 1904, Artkraft Strauss construiu uma esfera de 320 kg e 1,5 m de diâmetro, de ferro e madeira, e com lâmpadas incandescentes. A primeira versão com queda foi em 1907. E, entre 1942 e 1943, o espetáculo foi interrompido por conta da Segunda Guerra Mundial – restrições de iluminação para evitar ataque inimigo.

A terceira versão da bola aconteceu em 1995, com sistema de iluminação informatizado, com 180 lâmpadas de halogêneo e 144 luzes estroboscópicas, e mais de 12.000 strass. Em 1999, a bola foi colocada em exposição na sede de Atlanta do Jamestown Group, os novos e atuais donos do One Times Square. E, em 2009, uma versão maior da bola foi feita, uma esfera geodésica com 3,7 m de diâmetro, peso de 5.386 kg, iluminada por 32.256 lâmpadas LED.


Fontes: Yahoo Esportes, Tech Briefly, UOL, Wikipedia.

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Conheça o robô que ajuda supermercado de São Paulo a fazer entregas

robô supermercado

Em tempos de pandemia, começamos a perceber como as tecnologias – como robô – podem nos ajudar ainda mais, nos permitindo cumprir distanciamento social e ganhando mais comodidade para nossa rotina. Uma das tarefas que mais nos distanciam de tudo isso é fazer compras em supermercados. Justamente por isso, muitas empresas já estão projetando robôs assistentes para atuar dentro e fora das lojas.

Apresentamos, neste texto, o carrinho robô assistente da rede Enxuto, em São Paulo. Ele será utilizado exclusivamente para fazer entregas dentro de um condomínio com 700 casas em Paulínia. Os moradores podem fazer pedidos por meio do whatsapp e, um tempo depois, receber a visita do robô – o “Enxuto Aqui” – com as suas compras. Outros robôs como esse já estão em operação em cidades como Limeira, Piracicaba, Campinas, Cosmópolis e Rio Claro.

Robôs como esse tem capacidade de carregar cerca de 35 kg, percorrendo trajetos de até 6 km/h. Este modelo, em especial, é guiado por sensores, segue mapeamento prévio e é monitorado em tempo real pela empresa MyView.

robô supermercado
Imagem reproduzida de Yahoo Notícias
Imagem reproduzida de O Estadão

Confira imagens de outras tecnologias de robô utilizadas como assistentes em supermercados pelo mundo

robô supermercado
Imagem reproduzida de Tecmundo

Veja Também: [#incrível] Supermercado dos EUA realiza teste de delivery por drone


Fontes: Correio Braziliense.

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Descubra quais são as novas profissões que devem surgir com o Metaverso

Metaverso! Cada vez mais empresas e até governos estão investindo nesta tecnologia. Alguns chegam a dizer que esta é a próxima fase que viveremos na Internet! Mas o interesse por este assunto começou, sem dúvidas, depois que o Facebook anunciou a mudança da sua marca para Meta. Já falamos um pouco disso aqui, no Engenharia 360. Agora é o momento de dar mais um passo nesta análise para entender porque este é um dos assuntos mais comentados e pesquisados atualmente nas redes.

O conceito de Metaverso

É mesmo um pouco complicado entender o que é o Metaverso, não se preocupe! Pense como se fosse um universo paralelo que acontece no plano virtual, onde as pessoas podem interagir por meio de avatares digitais. E qual o objetivo disso? Bem, tem gente que irá buscar este universo para ter as interações sociais e de trabalho que não consegue fazer no plano real. Outros só utilizarão isso para brincar com games. Na verdade, isso até que bem comum já, com jogos que simulam elementos do mundo fora da Internet.

Resumindo, o Metaverso seria uma mescla entre mundo físico e virtual!

Metaverso
Imagem reproduzida de Yahoo Finanças

Veja Também: Novos tempos – conheça o mundo alternativo do Metaverso e o ‘Deus’ virtual

As últimas notícias sobre o Metaverso

O Metaverso ainda precisa ser muito, mas muito aprimorado. Talvez este tenha sido o erro da Meta – que foi recentemente eleita como a pior empresa de 2021 -, apostando em algo que ainda não está 100% desenvolvido. Por exemplo, nas últimas semanas, vários usuários relataram terem presenciado comportamentos abusivos na Internet. Alguns disseram que os seus avatares chegaram a receber assédio sexual. Infelizmente, este é o grande problema desses espaços compartilhados imersivos, que podem ser acessados por qualquer um e em qualquer lugar – o que não justifica tal comportamento, claro.

Enquanto isso, estão sendo testados mecanismos de segurança para evitar mais casos como esse. Depois que tudo isso estiver resolvido, é bem provável que essa tecnologia deve revolucionar a maneira como nos relacionamos no mundo digital. E quem aposta nisso é o bilionário da Microsoft, Bill Gates. De acordo com ele, em poucos anos, a maioria das reuniões virtuais de negócios deverão migrar para o Metaverso. E, em um artigo divulgado recentemente na imprensa, ele fez previsões sobre o futuro e as novas profissões que devem surgir na próxima década, acompanhando este desenvolvimento. Veja a seguir!

As novas profissões baseadas no Metaverso

Cientista e estrategista de Metaverso

Para pesquisa e projeto de tecnologia, visando tornar o mundo inteiro visível e acionável digitalmente. Essa arquitetura será a base sobre a qual todos os outros casos de uso serão construídos (jogos, anúncios, controle de qualidade em fábricas, saúde conectada etc). E, depois, ainda será preciso apresentar estas grandes oportunidades ao público, ajudar a implantar, construir cases, desenvolver métricas e mais.

Desenvolvedor de ecossistemas

Encarregado de coordenar negociatas para que tudo isso possa ser possível em grande escala. Por exemplo, contratos com parceiros que forneçam produtos que garantam melhores experiências para os usuários e como eles poderão usufruir melhor desses itens adquiridos.

Metaverso
Imagem reproduzida de Na Prática

Especialista de segurança cibernética do Metaverso

Talvez o profissional que deve atuar com mais presença neste esquema todo, realizando um trabalho de investigação, orientação e supervisão constante. Ele deve garantir que as pessoas tenham, dentro do Metaverso, privacidade e proteção de seus dados, passando por sistemas em etapas rigorosas. Sua especialidade deverá ser saber bloquear invasões, fraudes e mais, sempre seguindo leis e protocolos.

Aliás, outra coisa que precisará ser cuidada constantemente no Metaverso são os anúncios publicitários. Para isso, o especialista deverá criar bloqueadores avançados para localizar tudo que esteja errado neste sentido.

Storyteller do Metaverso

Responsável por escrever e projetar as missões imersivas, idealizar cenários, orientar formas de narrativas – inclusive para empresas e instituições.

Construtor do Metaverso

Será preciso de profissionais que trabalhem para construir hardwares para o Metaverso – incluindo tudo, como câmeras, fones, óculos virtuais e mais -, sabendo montar e adaptar esses equipamentos. Ademais, outros terão o papel de ‘designers’ do Metaverso, olhando para o futuro, transmitindo boas mensagens, considerando regras e ética, passando o exemplo.

Metaverso
Imagem reproduzida de Forbes

As habilidades exigidas dos profissionais do futuro

Eis os campos de conhecimento que deverão ser exigidos dos profissionais nas próximas décadas:

  • Escrita e escrita criativa,
  • Deep learning,
  • Computação gráfica ou imagem computacional,
  • Programação,
  • Gerenciamento,
  • Modelos de Negócios,
  • Marketing,
  • HW/SW/SaaS/PaaS,
  • Empreendedorismo,
  • Indústria de XR,
  • Tecnologia e segurança de sistemas,
  • Codificação,
  • Eletrônica,
  • Softwares e hardwares,
  • 3D e realidade virtual,
  • entre outros.

Fontes: Época Negócios, Yahoo, O Globo, O Globo.

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O que é a tecnologia LiDAR? | 360 Explica

Imagina poder explorar as ruínas de antigas civilizações aos mínimos detalhes, revelando detalhes não percebidos ainda. Uma tecnologia que pode ajudar neste sentido é a LiDAR. A mesma vem abrindo novas portas no mercado, algo apontado inclusive por grandes portais de notícias, como a National Geographic. Mas vale a pena entender mais sobre a LiDAR, pois as possibilidades não param por aí! Continue lendo este texto para saber mais!

Imagem reproduzida de img.blogs

O surgimento da tecnologia LiDAR

A sigla LiDAR faz referência a uma tecnologia para “detecção de luz e alcance”, que pode utilizar sistema de luz visível ou infravermelha. Este sistema foi produzido pela empresa Hughes Aircraft Company, na década de 1960, após a invenção do laser – Amplificação da Luz por Emissão Estimulada de Radiação. A primeira LiDAR foi precisamente apresentada e aplicada, na prática em 1963, com a utilização do CoLiDAR – telêmetro a laser, como um rifle -pelo sistema militar norte-americano. Mas realmente o auge da LiDAR foi nos anos 70, com a medição de nuvens e poluição pelo Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica para a missão Apollo 15.

A saber, hoje já podemos acessar o sistema de tecnologia LiDAR até mesmo em aparelhos pequenos, como iPads e iPhones, da Apple.

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Imagem reproduzida de leica-geosystems

A utilização da tecnologia LiDAR

Hoje, a tecnologia LiDAR está sendo utilizada, por exemplo, para o controle de veículos autônomos, para detecção e prevenção de obstáculos – neste caso, seu laser é refletido por retroespalhamento. Também para a criação de mapas em alta resolução para levantamento de geografia, arqueologia, sismologia e silvicultura – para tirar fotos de distâncias em vez de cores. Essas medições podem ser processadas para visualização em 3D ou “nuvem de pontos”, que pode mostrar superfícies do solo, rios, estradas, edifícios e mais que poderiam estar escondidos por uma vegetação, por exemplo. Para tal processo, a LiDAR pode ser montada em aeronaves.

Imagem reproduzida de gizchina
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Imagem reproduzida de nationalgeographicbrasil

A mesma tecnologia é adaptada por departamentos de polícia para fazer varreduras em cenas de crimes, visando documentar a localização das vítimas, junto com armas e evidências de respingos de sangue. E a NASA tem usado a LiDAR para guiar pousos lunares robóticos e tripulados.

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Imagem reproduzida de img.ibxk

Outras contribuições para a ciência

Ainda iremos ouvir muito, no futuro, sobre o uso da tecnologia LiDAR pelas ciências visuais, além da óptica. Mas vamos contar, agora, como ela já contribuiu no passado:

  • 2012: o LiDAR foi usado para pesquisas na selva de Honduras, revelando o assentamento Purépecha de Angamu;
  • 2018: a tecnologia permitiu que arqueólogos descobrissem milhares de estruturas ocultas na Reserva da Biosfera Maia da Guatemala;
  • 2020: cientistas do estado do Acre, no Brasil, conseguiram fazer uma varredura que revelou ruínas de aldeias de 1300 a 1700 d.C. dentro da Amazônia; e no mesmo ano, uma equipe descobriu dezenas de sítios militares romanos do século 1 a.C. nas províncias de León, Palência, Burgos e Cantábria, na Espanha.

Veja Também: Arqueólogos anunciam descoberta de templo budista liderado por mulher há mais de mil anos


Fontes: Interesting Engineering.

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Sabia que os robôs podem assumir tarefas de risco no lugar de humanos? [Veja como!]

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Após décadas acompanhando uma evolução tecnológica cada vez mais veloz, hoje temos a consciência de que a robótica deve mudar o nosso futuro de uma maneira surpreendente. Agora, nós já temos disponível no mercado alguns protótipos de robôs em diversos formatos, muitos deles lembrando partes do corpo humano ou da anatomia animal; e tem ainda aqueles que se movem sozinhos, através de rodas e esteiras. A ideia dos pesquisadores é de que esses dispositivos possam assumir tarefas “chatas” ou arriscadas que precisamos fazer em nosso dia-a-dia – seja em ambientes domésticos ou de trabalho – por exemplo, estar em contato com altas temperaturas, em grandes alturas, ou expostos a produtos químicos.

Os uso de robôs no mercado atual

A Federação Internacional de Robótica divulgou, recentemente, que, conforme as suas pesquisas, o mercado de robôs móveis autônomos no mundo deverá crescer 31% ao ano até 2023. E seus representantes justificam isso ao considerável avanço acelerado nos investimentos para o desenvolvimento de pesquisas e produção de hardwares e softwares voltados aos mais diferentes setores, sobretudo de fábricas. Aqui no Brasil, são exemplos de empresas que investem bastante na área da robótica a Vale, a Petrobras e a Jacto.

Exemplos de uso de robôs, na prática

O “cão-robô” da Vale

A mineradora Vale deve fazer uso, em breve, de um robô quadrúpede da empresa Anybotics, adaptado para as operações de fiscalização. Um teste com um modelo do dispositivo já foi feito na usina de Cauê, em Itabira, no Estado de Minas Gerais. Na ocasião, o mesmo fez rotas, subiu e desceu escadas, exibiu um mapa da área sob inspeção, transmitiu imagens e fez medições de temperatura.

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Imagem reproduzida de O Especialista
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Imagem reproduzida de O Especialista

Veja Também: Conheça o cão robô ‘SPOT’ da famosa empresa Boston Dynamics

“Com o robô, eliminamos riscos pertinentes às atividades de inspeções.”, “O robô também nos dá acesso a espaços confinados, como o interior de um moinho.”

-diz Rayner Teixeira, analista operacional na empresa Vale.

A saber, a Vale ainda utiliza outro modelo de robô chamado EspeleoRobô para mapear cavernas próximas às minas, utilizando rodas e esteiras.

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Imagem reproduzida de Entrepreneur

O “robô pintor” da Petrobras

Trabalhar em alto-mar, em uma plataforma com cerca de 30 m de altura e 300 m de comprimento, é outra realidade com grandes desafios. A indústria do petróleo também utiliza robôs. Um exemplo é o “robô pintor” da empresa Petrobras, que usa cordas e rodas, além de um compressor de ar para pintar cerca de 300 m² de superfície em uma hora.

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Imagem reproduzida de ODEBATEON

Também precisamos comentar que a Petrobras usa um “robô minhoca” para desobstruir dutos de petróleo e um “robô escavador” para se locomover em superfícies quentes.

Veja Também: Nova abordagem pode auxiliar o treinamento de robôs para mover objetos

O pulverizador da Jacto

Os robôs também fazem parte do dia-a-dia de quem trabalha no campo. Um exemplo de caso é o dispositivo autônomo desenvolvido pela empresa Jacto para pulverizar pomares, o Arbus 400 JAV. A máquina tem uma espécie de rosto e braços de pulverização.

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Imagem reproduzida de Blog da Jacto
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Imagem reproduzida de Mais Retorno

“Quando o veículo é autônomo, caso haja névoa química ou excesso de ruído, o operador não estará embarcado. É um benefício de segurança.”

– Fernando Gonçalves Neto, diretor-presidente da Jacto, em reportagem de O Estado de S. Paulo.

Informação Bônus

O cenário de desemprego em massa e em escala global assusta. Os avanços em aprendizado de máquina, visão computacional, robótica e internet das coisas, além da automação de linhas de produção fazem das máquinas excelentes funcionários. Mas como competir com isso?

Uma pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico apontou que 32 dos 37 países-membros terão, em breve, um em cada dois empregos provavelmente afetados pela automação. São exemplos de áreas que serão impactadas:

  • carros autônomos substituindo os motoristas;
  • robôs cozinheiros mais produtivos que humanos;
  • visão computacional fazendo uma melhor análise de imagens de segurança ou de exames médicos;
  • inteligência artificial selecionando milhares de currículos com mais eficiência;
  • e mais.

Sim, muito em breve, milhões de trabalhos podem ser extintos; e será cada vez mais comum humanos compartilharem espaços com robôs. Para evitar quaisquer problemas nesse processo, os governos devem investir em treinamento e ensino de novas habilidades. Isso permitirá a criação de novos empregos, assim como a fundação de novos negócios e inovação! Ou seja, um futuro promissor para todos nós!

Veja Também: Robôs que admitem erros melhoram interações das pessoas


Fontes: UOL, Istoé Dinheiro.

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