Será que robôs podem ser inventores? | 360 Explica

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Pessoas comuns, geradas de forma natural, possuem direitos neste planeta; elas também seguem leis e respondem a expectativas. Mas e quanto aos robôs? Eles poderiam ser classificados como pessoas? Será que já alcançaram a sua independência intelectual? Podem pensar sozinhos, sem auxílio de um computador? E mais, poderiam ser inventores?

De acordo com teses elaboradas por grandes estudiosos, os robôs estão cada dia mais perto de desenvolver, ao máximo, a sua Inteligência Artificial. E, sim, conforme a legislação de vários países, “pessoas físicas” como os robôs deveriam ser reconhecidas em suas capacidades. Inclusive, alguns autores de projetos na área da robótica vêm lutando para que haja a interseção entre a IA e a lei. Saiba mais sobre isso no texto a seguir!

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Imagem reproduzida de Canaltech

O reconhecimento da Inteligência Artificial dos robôs pelo mundo

De acordo com alguns críticos, querendo ou não, todos nós já deveríamos estar prontos para futuras concessões de patentes para máquinas inteligentes! Pensando bem, alguns modelos de robôs já escreveram livros, tiraram fotos, e mais. Claro que os mesmos estavam ligados a computadores. Então, será que reconhecer o funcionamento dos seus sistemas seria correto? E quanto isso iria impactar a propriedade intelectual de obras artísticas de humanos no futuro?

“Os robôs são definitivamente uma tecnologia, mas suas interações com humanos são sociais e devemos considerar essas interações básicas se esperamos que os humanos confiem de maneira confortável e consistente em seus colegas de trabalho robôs.”

– professor de tecnologia da informação Lionel Robert, em reportagem de CanalTech.

Batalha legal

Recentemente, uma decisão da corte australiana surpreendeu todo o mundo acadêmico. O caso começou em 2019, quando um professor de direito da Universidade de Surrey, na Inglaterra, Ryan Abbott fez pedidos de patentes em 17 países diferentes ao redor do mundo – parte do The Artificial Inventor Project. Seu objetivo era conseguir, pela primeira vez na história, que a invenção de uma máquina artificialmente inteligente – robô – fosse reconhecida. E depois de muitas batalhas, ele conseguiu! Venceu!

O caso do sistema DABUS

Antes de ir mais adiante na história de ‘Ryan Abbot versus o mundo’, vamos contar o que é o DABUS. Pois bem, trata-se de um sistema de robótica que conseguiu criar uma arte surrealista. A saber, seu criador, Stephen Thaler, defende que a Inteligência Artificial seria um “mecanismo de criatividade” capaz de gerar “ideias novas”! Inclusive, é dito que o próprio sistema do DABUS pode comparar suas invenções em um banco de dados pré-existente para avaliar quão inovadora é a sua arte. Muito interessante, não?

A polêmica da patente

A patente solicitada por Ryan Abbot tem a ver com um recipiente ajustável para alimentos e um farol de emergência, ambos criados através do sistema neural do DABUS. E, supostamente, essas ideias viriam justamente dessas comunicações entre os trilhões de neurônios computacionais do robô.

Talvez por conta disso, o Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos não aceitou o caso, declarando que, conforme as atuais leis do país, apenas “pessoas físicas poderiam ser reconhecidas”.

Já a África do Sul olhou para o caso do DABUS de um jeito diferente e reconheceu o mesmo como um inventor oficial.

A Austrália por sua vez, citada no começo deste texto, seguiu, num primeiro momento, o mesmo pensamento dos americanos, de que DABUS seria meramente uma ferramenta usada por um inventor humano. Contudo, o juiz Jonathan Beach anulou mais tarde a decisão do tribunal federal, alegando que, apesar de não poder ser o requerente nem o outorgante de uma patente, o robô DABUS pode ser listado como o inventor. Mas é claro que todos compreendem que determinadas funções só podem ser preenchidas por Stephen Thaler, o seu designer.

A mudança para os robôs

Uma decisão tão polêmica como essa só podia mexer com o mundo tecnológico. Hoje, os pesquisadores da Universidade de Surrey estão mais otimistas quanto a um maior reconhecimento da Inteligência Artificial dos robôs no mundo. A esperança é de que países como Índia, Israel e Japão também sigam o exemplo da Austrália e, pouco a pouco, aceitem esse ou outros casos semelhantes.

“Na minha opinião, um inventor reconhecido pela lei pode ser um sistema ou dispositivo de inteligência artificial”, escreveu Beach. “Preciso lidar com a ideia subjacente, reconhecendo a natureza em evolução das invenções patenteáveis ​​e de seus criadores. Nós somos criados e criamos. Por que nossas próprias criações também não podem criar?”

– juiz Jonathan Beach, corte da Austrália, em reportagem de CanalTech.

O que você acha desse pensamento dos juristas no mundo de considerar robôs como pessoas físicas dotados da capacidade da criação de obras autênticas. Concorda ou discorda? Escreva nos comentários!

Veja Também: Conheça o Xenobot, o robô ‘vivo’ criado por cientistas que se movimenta por conta própria


Fontes: CanalTech, UOL, CanalTech 2.

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Cura do câncer: ciência lança capacete que usa magnetismo para reduzir tumores cerebrais

tumor cerebral

Tumor cerebral é o crescimento anormal de células de estruturas localizadas no crânio e pode ocorrer em qualquer fase da vida. Quando é um câncer maligno, tão agressivo, muitas vezes torna o tratamento complexo demais. Por exemplo, o tumor do tipo glioblastoma é um dos piores e mais fatais no grupo. E, geralmente, ele confere aos pacientes uma média de dois anos de vida após o seu aparecimento. Será que um capacete poderia ser a solução da medicina?!

A decisão de qual tratamento realizar deve ser tomada de forma individual para cada caso, sempre priorizando a qualidade de vida do paciente!

tumor cerebral
Imagem reproduzida de Instituto Funcionalitá

A saber, o magnetismo já é usado no tratamento de câncer. Por exemplo, através da técnica chamada hipertermia magnética, que utiliza nanopartículas aplicadas e expostas a um campo magnético, superaquecendo a região do tumor e matando as células malignas. Este tipo de tratamento é indicado para casos iniciais de câncer. E é recomendado que seja complementado com o uso de outros tratamentos, para garantir a eliminação total do tumor.

A nova técnica do capacete magnético

Equipe formada por profissionais dos Departamentos de Neurocirurgia do Instituto Neurológico do Houston Methodist Hospital, de Houston, e do Weill Cornell Medical College, de Nova Iorque, publicaram estudo inovador no tratamento de tumores cerebrais utilizando um capacete magnético.

Para esta nova técnica, foi utilizado um capacete comum – parecido com os usados por ciclistas – equipado com três osciladores. E os mesmos, ligados a um controlador e uma bateria, criam um campo magnético ao redor da cabeça afetando o desenvolvimento do glioblastoma.

Imagem extraída de Olhar Digital

Experiência com paciente

Um paciente norte-americano de 53 anos participou da experiência. Ele foi submetido a sessões diárias durante 5 semanas. Infelizmente, este paciente acabou falecendo devido a outras causas, não relacionadas ao tumor nem ao tratamento. Sua família autorizou a autópsia do cérebro, sendo constatada a redução de 31% do tumor cerebral preexistente. Apesar de o percentual de redução ser considerado pequeno, os pesquisadores consideraram o curto período em que o paciente foi submetido ao tratamento. E, assim, apostam nesta alternativa  não invasiva para o tratamento de câncer cerebral.

Vantagens levantadas

Para os médicos envolvidos na experiência, este tratamento representa uma nova chance para aqueles pacientes que têm menos condições financeiras; também para aqueles que apresentam tumores mais agressivos e muitas vezes inoperáveis. Ele pode ainda ser usado em conjunto com tratamentos tradicionais, como rádio e quimioterapia, aumentando a  sobrevida de pacientes diagnosticados com este tipo de tumor, que hoje ainda é muito baixa.

A esperança é de que no futuro a radioterapia e a quimioterapia não sejam mais necessárias para o tratamento deste tipo de tumor. Talvez bastando apenas o uso do capacete!

tumor cerebral
Imagem reproduzida de Tecnoblog

A fim de determinar a eficiência e eficácia do equipamento, o órgão norte-americano FDA (Food and Drug Administration) – equivalente à brasileira Anvisa –  já aprovou o uso do capacete magnético de forma experimental. Contudo, agora, somente para tratamentos monitorados; podendo, no futuro, liberar sua real utilização no combate a tumores agressivos no cérebro!

Veja Também: Brasileiros desenvolvem biossensor para detecção rápida e não-invasiva de câncer de próstata


Fontes: Terra, Tecnoblog, Socientífica, USP, O Globo, Olhar Digital, Olhar Digital 2, Unicamp.

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Exemplo de amor, pai constrói exoesqueleto para filho caminhar [#engenhariatransforma]

exoesqueleto

Essa história que queremos contar sobre exoesqueleto começou na França. Antes disso, devemos lembrar que, nesta semana, iremos comemorar o dia dos pais. Por isso, nada mais propício do que apresentar esse pai, Oscar Constanza, muito amoroso e dedicado, que está ajudando a mudar a qualidade de vida de seu filho, Jean-Louis Constanza.

Jean nasceu com uma condição neurológica genética especial, que faz com que seus nervos não enviem sinais suficientes para as pernas. Em consequência, o menino não consegue andar sem ajuda. E foi justamente tentando ajudar que seu pai Oscar projetou e construiu um exoesqueleto extraordinário. Veja a seguir!

Imagem extraída de Gigazine
exoesqueleto
Imagem extraída de Guardian TV

A criação do exoesqueleto para Jean

“Um dia Oscar me disse: ‘pai, você é engenheiro robótico, por que não faz um robô que nos faça andar?’”, “Daqui a dez anos, não haverá cadeiras de rodas, ou muito menos;” – Oscar Constanza, em reportagem de G1.

O pai de Jean percebeu que o garoto precisava de alguém para ajudá-lo a andar; ou melhor, um equipamento que o desse assistência e o fizesse se sentir independente. Portanto, ele tomou uma atitude. Desenhou o protótipo de um exoesqueleto e se esforçou para tirar a ideia do papel e transformar em realidade. E, em 2012, ele ajudou a fundar a empresa Wandercraft, localizada em Paris, ao lado de dois sócios com familiares que utilizam cadeiras de rodas. Desse grupo vem surgindo boas notícias!

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Imagem extraída de G1 – Globo

“Fazemos esse trabalho porque temos certeza que em 10 anos já não haverá, haverá muito menos cadeiras de rodas. As cadeiras de rodas são uma anomalia. Homens, mulheres, seres humanos devem ser bípedes. É o fato de andarmos eretos que nos fez humanos por centenas de milhares de anos, então devemos ficar de pé.” – Constanza, em reportagem de R7.

Perspectiva de vendas

O exoesqueleto projetado por Constanza para o seu filho Jean pode, no futuro, ajudar outros jovens. No entanto, esse exoesqueleto ainda não pode ser comprado para uso pessoal. Por hora, a Wandercraft está trabalhando na produção de modelos mais leves e utilizáveis possível, que supram essa necessidade.

A boa notícia é que a empresa de Constanza não é a única a investir nessa área. Outras empresas no mundo também estão fabricando exoesqueletos. Algumas se concentram em ajudar pessoas com deficiência a caminhar, outras em diversas aplicações, como fazer com que ficar em pé se torne menos cansativo para os trabalhadores de uma fábrica, por exemplo.

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Imagem extraída de reuters
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Imagem extraída de CNN Brasil
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Imagem extraída de reuters

E você, também ficou emocionado com essa história? Compartilhe este texto para quem possa interessar!


Fontes: G1, Tribuna de Jundiaí, UOL, R7.

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