Como funciona a comunicação Bluetooth? | 360 Explica

Homem usando fone de ouvido enquanto sorri

A Tecnologia de Comunicação “Bluetooth” tirou seu nome de:
1. Um rio
2. Um rei
3. Um general
4. Um castelo

Programa quem quer ser um milionário
Fonte: Globo

Essa foi a pergunta de R$1.000.000 no quadro “Quem quer ser um milionário” de uma das edições do ‘Domingão com Huck’. Na ocasião, o participante preferiu não arriscar (o valor que já tinha acumulado) e decidiu não responder. No entanto, se você está curioso para saber a resposta certa, a história dessa tecnologia e como ela funciona, continue lendo este artigo!

Bluetooth, Dente Azul e… Dinamarca?

descrição do simbolo de bluetooth
Fonte: Boa Informação

O nome Bluetooth é uma homenagem ao rei dinamarquês Harald Blåtand (911 d.C. – 986 d.C.), também conhecido como Harold Bluetooth (“Dente Azul” em português). Os criadores da tecnologia deram esse nome porque acreditavam que o Bluetooth iria unificar a conexão entre diferentes dispositivos, assim como o rei teria unificado tribos norueguesas, suecas e dinamarquesas.

O logotipo também é inspirado no nome de Harold, é construído pela união das runas nórdicas que representam “H” e “B”.

Criação do sistema

pessoas com as mãos dadas
Fonte: Pexels

Apesar de ser usado em muitos aparelhos atualmente, a tecnologia do Bluetooth começou a ser elaborada na década de 1980. Isso se deu através da empresa sueca Ericsson, que, na época, iniciou uma linha de pesquisa para desenvolver um sistema que permitisse conectar um aparelho base a um fone de ouvido, como um computador, mas sem utilizar cabos. Porém, o desafio parecia muito complexo; por isso, foi “jogado para escanteio” por um tempo.

Os avanços só começaram a surgir novamente em 1998, com a criação o consórcio Bluetooth SIG (Bluetooth Special Interest Group), grupo que envolvia, inicialmente, as gigantes das telecomunicações (Ericsson e Nokia), da fabricação de PCs (IBM e Toshiba) e a líder no desenvolvimento de chips e processadores (Intel).

Pode-se dizer que a diversidade de companhias envolvidas no processo foi importante para permitir o desenvolvimento de padrões que garantissem o uso da tecnologia em diversos dispositivos.

Funcionamento

iphone 6
Fonte: Pexels

Assim com o Wi-Fi, o Bluetooth utiliza ondas de rádio para enviar dados entre dispositivos. Porém, enquanto o Wi-Fi precisa que a conexão seja entre um roteador e um dispositivo, o Bluetooth permite enviar dados através de uma conexão dispositivo-dispositivo.

Como o objetivo era utilizar esse sistema de compartilhamento de dados no mundo todo a faixa ISM (Industrial, Scientific, Medical), que opera numa frequência entre 2,4 GHz e 2,5 Ghz, foi definida como base, visto que era uma frequência aberta e aceita em todos os lugares do mundo.

Porém, para usar uma frequência aberta era necessário criar uma estratégia de segurança a fim de prevenir que o Bluetooth causasse/sofresse interferências de sinais externos.

Diante disso, foi adotado o esquema de comunicação FH-CDMA (Frequency Hopping — Code-Division Multiple Access), em que a frequência é dividida em vários canais. O dispositivo que estabelece a conexão muda repetidamente de frequência, processo conhecido como “salto de frequência” e que pode chegar a 1.600 saltos/segundo, o que diminui as chances de interferências.

Além disso, desde que as ondas de rádio possam ser recebidas, a conexão Bluetooth torna-se possível. Aliás, o protocolo padrão de comunicação opera em 3 classes, sendo elas:

  • 1 mW (0dBM) = 1 metro de alcance;
  • 2.5 mW (4 dBM) = até 10 metros de alcance;
  • 100 mW (20 dBm) = até 100 metros de alcance;

A saber, atualmente, a maioria dos dispositivos Bluetooth que usamos no dia a dia opera na segunda classe, o suficiente para fazer conexões simples como computador-mouse. Todavia, mesmo operando nessa classe ainda é possível criar uma rede com até oito dispositivos.

Quais as aplicações desse tipo de conexão?

1. Transferência de arquivos

Pessoas usando o computador
Fonte: Pexels

É a função mais conhecida; permite que dois aparelhos transfiram informações como vídeos, fotos, imagens, documentos, etc. Tanto smartphones quanto computadores estão equipados com essa funcionalidade, apesar de seu uso ter se tornado menos frequente, graças a serviços de nuvem e Wi-Fi, ainda “quebra um galho”.

2. Conexão entre dispositivos

Homem usando fone de ouvido enquanto sorri
Fonte: Unsplash

O uso de mouses, teclados, fones de ouvido e caixas de som se tornou essencial, principalmente em tempos de home office. E, como o Bluetooth ainda elimina o uso de fios, temos o benefício de ter os escritórios mais minimalistas e organizados.

3. Controles

gamers
Fonte: Unsplash

Consoles de videogames da nova geração – Wii U, PlayStation 3 e 4, Xbox One S e Xbox One X usam Bluetooth para seus respectivos controles sem fio. Entretanto, também podemos encontrar ventiladores, caixas de som e aparelhos de ar-condicionado que utilizam controles que funcionam via Bluetooth.


Fontes: Blog Eletrogate, TechTudo, CanalTech, Infowester, Oficina da Net, Dialogando, Zoom.

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Réveillon no Metaverso: Nova York oferece festa também na Times Square virtual

Nova York

Talvez não haja evento de Réveillon mais famoso no mundo do que o que é realizado todos os anos na Times Square, em Nova York. Milhares de turistas preenchem a avenida de cor para assistir aos shows distribuídos em diversos pontos estratégicos, além de esperar a bola da Onde Times Square descer na contagem regressiva e soltar milhares de papeizinhos picados com desejos escritos pelos próprios nova-iorquinos e seus visitantes. Claro que outros preferem assistir pela televisão, especialmente agora, em tempos de Covid. Só que em 2021-22 nós teremos mais uma opção! Pensando nos cancelamentos de comemorações presenciais, a empresa Jamestown lança o Réveillon da Times Square também no Metaverso. Saiba mais sobre isso no texto a seguir!

metaverso
Imagem reproduzida de TechBriefly PT

A grande empreitada de Nova York

Estamos às vésperas da grande festa de Réveillon de Nova York. Já em 2020, houve algumas ações nesta época, relacionadas a experiências virtuais imersivas através do aplicativo e site VNYE, onde as pessoas podiam participar de atividades interativas enquanto a comemoração da data acontecia em todo o mundo. A ideia era complementar a festa que estava limitada por conta do avanço do covid-19. Assim, todos podiam estar ligados à Times Square, mesmo enquanto o acesso estava limitado.

Contudo, em 2021 para 2022, a questão do virtual imersivo para o Ano Novo de Nova York ganha proporções antes inimagináveis! Tudo está sendo organizado pela empresa Jamestown, conglomerado imobiliário de atuação global, experiente em gestão e investimentos voltados para o design, e fundada no ano de 1983. Ela, que é dona do prédio onde acontece a descida da esfera caleidoscópica, irá aproveitar o engajamento que tem na vida real e irá fazer um grande evento no Metaverso para celebrar a virada do ano. Pode-se dizer que é uma das maiores estratégias digitais já realizadas!

“Este evento destaca como os eventos virtuais podem se integrar de forma coesa com os reais em um esforço para trazer experiências únicas para tantas pessoas que nunca poderiam participar de outra forma.” – DCG Chefe de Imóveis Simon Koster, em reportagem de Tech Briefly.

Nova York metaverso
Imagem reproduzida de TechBriefly PT

A festa dentro do Metaverso ou mundo virtual

À meia-noite, as pessoas vão saudar a chegada do novo ano na Times Square real ou material e também no Metaverso da Times Square. Sim, também haverá uma descida de esfera caleidoscópica e um espetáculo pirotécnico neste mundo virtual 3D. Tudo acontecerá dentro do Decentraland, um sistema de game desenvolvido em blockchain e governado por uma organização autônoma descentralizada, como se fosse o Second Life ou Minecraft. E a festa será composta de exibições de NFTs, performances de música e áreas VIPs.

Dentro deste Metaverso, os usuários podem criar avatares personalizados, explorar áreas da Times Square, coletar confetes para ganhar pontos que contam para outras personalizações de avatar e visitar a plataforma de observação em One Times Square para observar do alto o mundo virtual da Times Square. Além disso, são oferecidos três jogos únicos e envolventes:

  • Dance World, onde podem mostrar suas habilidades de dança;
  • Nature World, onde eles podem trazer várias visões da natureza para dentro de casa e se envolver em pesquisas destinadas a coletar peças da icônica esfera da véspera de Ano Novo; e
  • Zero G, onde os usuários podem viajar pelo mundo graças a uma experiência que utiliza slides, visitando atrações importantes e ganhando pontos e recursos adicionais.
Nova York metaverso
Imagem reproduzida de Portal do Bitcoin – UOL
Nova York metaverso
Imagem reproduzida de Business Wire

A festa na Times Square real

Fora do Metaverso, o foco da festa de Réveillon de Nova York será, mais uma vez, no One Times Square, um edifício de 26 andares no meio da Times Square de Nova York, onde a bola irá cair do telhado na véspera de Ano Novo. Neste ano de 2021, a comemoração terá apenas 15 mil pessoas – ao invés de 58 mil, como de costume -, e todos os presentes terão que apresentar comprovante de vacinação. E quem resolver não se arriscar, nem mesmo no Metaverso, poderá escolher entre transmissões ao vivo de 11 câmeras na Times Square e transmissões ao vivo de sete EarthCam que permitirão que eles acompanhem as celebrações do Ano Novo em várias partes do mundo, incluindo os lindos fogos do Rio de Janeiro.

Confira, a seguir, algumas imagens de engenharia da famosa esfera caleidoscópica do Réveillon de Nova York!

Nova York
Imagem reproduzida de CLIQUE NOVA YORK

Veja Também: Descubra como seria a visão da Times Square sem anúncios publicitários

Bônus | Curiosidades sobre a bola da Times Square

A primeira celebração de Ano Novo na Times Square aconteceu em 1903, quando o proprietário do jornal ‘The New York Times’ decidiu comemorar a abertura da nova sede no One Times Square com fogos de artifício. No ano seguinte, pensando em fazer um espetáculo maior, seu eletricista sugeriu fazer uso de uma bola do tempo. E assim foi feito!

Para 1904, Artkraft Strauss construiu uma esfera de 320 kg e 1,5 m de diâmetro, de ferro e madeira, e com lâmpadas incandescentes. A primeira versão com queda foi em 1907. E, entre 1942 e 1943, o espetáculo foi interrompido por conta da Segunda Guerra Mundial – restrições de iluminação para evitar ataque inimigo.

A terceira versão da bola aconteceu em 1995, com sistema de iluminação informatizado, com 180 lâmpadas de halogêneo e 144 luzes estroboscópicas, e mais de 12.000 strass. Em 1999, a bola foi colocada em exposição na sede de Atlanta do Jamestown Group, os novos e atuais donos do One Times Square. E, em 2009, uma versão maior da bola foi feita, uma esfera geodésica com 3,7 m de diâmetro, peso de 5.386 kg, iluminada por 32.256 lâmpadas LED.


Fontes: Yahoo Esportes, Tech Briefly, UOL, Wikipedia.

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Conheça o robô que ajuda supermercado de São Paulo a fazer entregas

robô supermercado

Em tempos de pandemia, começamos a perceber como as tecnologias – como robô – podem nos ajudar ainda mais, nos permitindo cumprir distanciamento social e ganhando mais comodidade para nossa rotina. Uma das tarefas que mais nos distanciam de tudo isso é fazer compras em supermercados. Justamente por isso, muitas empresas já estão projetando robôs assistentes para atuar dentro e fora das lojas.

Apresentamos, neste texto, o carrinho robô assistente da rede Enxuto, em São Paulo. Ele será utilizado exclusivamente para fazer entregas dentro de um condomínio com 700 casas em Paulínia. Os moradores podem fazer pedidos por meio do whatsapp e, um tempo depois, receber a visita do robô – o “Enxuto Aqui” – com as suas compras. Outros robôs como esse já estão em operação em cidades como Limeira, Piracicaba, Campinas, Cosmópolis e Rio Claro.

Robôs como esse tem capacidade de carregar cerca de 35 kg, percorrendo trajetos de até 6 km/h. Este modelo, em especial, é guiado por sensores, segue mapeamento prévio e é monitorado em tempo real pela empresa MyView.

robô supermercado
Imagem reproduzida de Yahoo Notícias
Imagem reproduzida de O Estadão

Confira imagens de outras tecnologias de robô utilizadas como assistentes em supermercados pelo mundo

robô supermercado
Imagem reproduzida de Tecmundo

Veja Também: [#incrível] Supermercado dos EUA realiza teste de delivery por drone


Fontes: Correio Braziliense.

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Conheça 2 tipos de tecnologias BARATAS para a geração de energia em regiões remotas

Pense na dificuldade de morar em regiões remotas, isoladas do mundo, e querer realizar atividades simples do dia a dia, como ouvir um rádio ou tomar um banho quente. Na tentativa de ajudar famílias nestas condições, cientistas do mundo todo vêm desenvolvendo projetos com tecnologia diferenciada, mais independente e ecológica. Veja, por exemplo, as histórias de painel solar e turbina eólica para geração de energia apresentadas a seguir!

Projeto de painel solar orgânico

O segundo invento que queremos apresentar trata-se do primeiro protótipo da AVATAR, uma pequena turbina eólica desenvolvida pela startup Avant Garde Innovations, da Índia. Por conta da sua extraordinária capacidade funcional, em 2015, a ONU (Organização das Nações unidas) escolher o aparelho como uma das vinte melhores inovações da cleantech na Índia como parte do Global Cleantech Innovations Programme (GCIP.

energia elétrica
Imagem extraída de Saquarema TV

Como funciona o painel?

Esse novo painel desenvolvido no Brasil é constituído de um filme plástico, onde as tintas que são a base de carbono são impressas e podem transformar a luz do Sol em energia elétrica. Camadas internas criam elétrons, conduzindo cargas positivas e negativas. E a última camada impressa que funciona de terminal metálico, responsável por fechar o circuito.

Imagem extraída de Engenharia Hoje

Quais as vantagens desse sistema de energia?

O painel apresentado ao Instituto CSEM Brasil, em tese, é fácil de ser aplicado, mesmo nas mais diversas superfícies. E o mais importante: pode ser produzido com materiais orgânicos, sendo uma opção mais sustentável, em comparação aos painéis tradicionais de silício!

Atualmente, o painel fotovoltaico orgânico está em fase de testes. Foram adaptadas máquinas similares à de impressão em jornal para o processo de impressão desejado. O objetivo é garantir que essa alternativa barata leve energia verde para todo lugar!

Imagem extraída de CPG Click Petroleo e Gas

Projeto de pequena turbina eólica

O segundo invento que queremos apresentar trata-se do primeiro protótipo da AVATAR, uma pequena turbina eólica desenvolvida pela startup Avant Garde Innovations, da Índia. Por conta da sua extraordinária capacidade funcional, em 2015, a ONU (Organização das Nações Unidas) escolheu o aparelho como uma das vinte melhores inovações da cleantech na Índia como parte do Global Cleantech Innovations Programme (GCIP).

Imagem extraída de Avant Garde Innovation

Quais as principais características da turbina?

A turbina desenvolvida pela Avant Garde Innovations é de fluxo axial, multifásica, multivoltagem e sem escova. Com acionamento direto e sem engrenagem. Potência nominal de 1kW e tensão nominal 24V / 48V / 230V. E com controle de RPM para maior vida útil do rolamento – estima-se que venha a ter uma vida operacional de 20 a 25 anos.

A turbina AVATAR tem apenas três metros de diâmetro. Então, pequena e leve, ela é fácil de ser transportada. Ideal para casas, comércios e áreas rurais – em áreas marinhas, nevadas e desertas -, com capacidade de geração de energia de 5 kW/h, a uma velocidade de vento de 5,5m/s. Enfrenta automaticamente qualquer direção do vento e é silenciosa. É certeza de geração de energia seja dia e noite, chuva e brilho, verão e inverno. E o melhor, não precisa de muita manutenção, sem necessidade de limpeza regular.

energia elétrica
Imagem extraída de Government of India
energia elétrica
Imagem extraída de Avant Garde Innovation

Quais os maiores benefícios dessa nova tecnologia?

O novo gerador AVATAR também tem um custo de produção, funcionamento e manutenção baixo. O equipamento tem grandes chances de revolucionar a geração da energia renovável no mundo. Seu sistema, pelo que parece até agora, é bastante confiável. A instalação é rápida e simples, e pode ser tanto no nível do solo quanto na cobertura de edificações. Espera-se que possa ser comercializado em breve no Brasil! Vamos torcer por esta boa notícia!

Nosso país vive hoje uma das maiores crises de energia por conta da falta de chuvas. Como é bom ouvir histórias de alternativas simples que possam ajudar a nossa população a gerar energia mais barata e limpa, principalmente para famílias morando em regiões remotas do país. Que estes exemplos sirvam de inspiração!


Fontes: Engenharia Hoje, Click Petróleo e Gás.

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Cura do câncer: ciência lança capacete que usa magnetismo para reduzir tumores cerebrais

tumor cerebral

Tumor cerebral é o crescimento anormal de células de estruturas localizadas no crânio e pode ocorrer em qualquer fase da vida. Quando é um câncer maligno, tão agressivo, muitas vezes torna o tratamento complexo demais. Por exemplo, o tumor do tipo glioblastoma é um dos piores e mais fatais no grupo. E, geralmente, ele confere aos pacientes uma média de dois anos de vida após o seu aparecimento. Será que um capacete poderia ser a solução da medicina?!

A decisão de qual tratamento realizar deve ser tomada de forma individual para cada caso, sempre priorizando a qualidade de vida do paciente!

tumor cerebral
Imagem reproduzida de Instituto Funcionalitá

A saber, o magnetismo já é usado no tratamento de câncer. Por exemplo, através da técnica chamada hipertermia magnética, que utiliza nanopartículas aplicadas e expostas a um campo magnético, superaquecendo a região do tumor e matando as células malignas. Este tipo de tratamento é indicado para casos iniciais de câncer. E é recomendado que seja complementado com o uso de outros tratamentos, para garantir a eliminação total do tumor.

A nova técnica do capacete magnético

Equipe formada por profissionais dos Departamentos de Neurocirurgia do Instituto Neurológico do Houston Methodist Hospital, de Houston, e do Weill Cornell Medical College, de Nova Iorque, publicaram estudo inovador no tratamento de tumores cerebrais utilizando um capacete magnético.

Para esta nova técnica, foi utilizado um capacete comum – parecido com os usados por ciclistas – equipado com três osciladores. E os mesmos, ligados a um controlador e uma bateria, criam um campo magnético ao redor da cabeça afetando o desenvolvimento do glioblastoma.

Imagem extraída de Olhar Digital

Experiência com paciente

Um paciente norte-americano de 53 anos participou da experiência. Ele foi submetido a sessões diárias durante 5 semanas. Infelizmente, este paciente acabou falecendo devido a outras causas, não relacionadas ao tumor nem ao tratamento. Sua família autorizou a autópsia do cérebro, sendo constatada a redução de 31% do tumor cerebral preexistente. Apesar de o percentual de redução ser considerado pequeno, os pesquisadores consideraram o curto período em que o paciente foi submetido ao tratamento. E, assim, apostam nesta alternativa  não invasiva para o tratamento de câncer cerebral.

Vantagens levantadas

Para os médicos envolvidos na experiência, este tratamento representa uma nova chance para aqueles pacientes que têm menos condições financeiras; também para aqueles que apresentam tumores mais agressivos e muitas vezes inoperáveis. Ele pode ainda ser usado em conjunto com tratamentos tradicionais, como rádio e quimioterapia, aumentando a  sobrevida de pacientes diagnosticados com este tipo de tumor, que hoje ainda é muito baixa.

A esperança é de que no futuro a radioterapia e a quimioterapia não sejam mais necessárias para o tratamento deste tipo de tumor. Talvez bastando apenas o uso do capacete!

tumor cerebral
Imagem reproduzida de Tecnoblog

A fim de determinar a eficiência e eficácia do equipamento, o órgão norte-americano FDA (Food and Drug Administration) – equivalente à brasileira Anvisa –  já aprovou o uso do capacete magnético de forma experimental. Contudo, agora, somente para tratamentos monitorados; podendo, no futuro, liberar sua real utilização no combate a tumores agressivos no cérebro!

Veja Também: Brasileiros desenvolvem biossensor para detecção rápida e não-invasiva de câncer de próstata


Fontes: Terra, Tecnoblog, Socientífica, USP, O Globo, Olhar Digital, Olhar Digital 2, Unicamp.

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Pesquisadores incrementam a destilação solar com hidrogel

Existe uma demanda para o tratamento de água com baixo custo, principalmente em comunidades vulneráveis. Todos os dias, milhões de pessoas são obrigadas a beber água imprópria para consumo humano. Em muitos casos, os lugares em que o risco associado à água de consumo é maior, são justamente aqueles que não possuem sistema de abastecimento coletivo e, portanto, devem contar com soluções individuais ou em escala domiciliar. A engenharia humanitária presta um grande papel nesse sentido.

tratamento destilação solar
Imagem: advances.sciencemag.org

Destilação solar:

A purificação de água por destilação solar é uma tecnologia promissora para produzir água tratada. Porém, a geração de vapor de água pela energia proveniente da radiação solar é demorada, levando a baixos rendimentos na produção de água sob luz solar natural. Portanto, o desenvolvimento de novos materiais que possam reduzir essa demanda energética para a vaporização da água e acelerar a purificação solar é altamente desejável.

Neste contexto, um grupo de pesquisadores de Ciência dos Materiais e Engenharia Mecânica da Universidade do Texas em Austin desenvolveu um sistema de purificação solar baseado em hidrogel que é aproximadamente 12 vezes melhor do que os sistemas de purificação disponíveis comercialmente.

destilação solar hidrogel
Imagem: advances.sciencemag.org

Uso de hidrogel como incremento:

A equipe criou um material esponjoso feito de dois tipos de hidrogel, sendo um baseado na ligação com a água e o outro voltado para a absorção de luz. Quando a esponja foi colocada em cima da água suja em um alambique solar, forçou a água do interior a evaporar mais rápido do que normalmente, ou seja, potencializando a destilação solar esperada.

O que aconteceu? Bem, a rapidez na evaporação se deveu à camada de água que estava tocando a esponja forjar pontes de hidrogênio mais fracas. Esse esforço alavancou a eficiência da energia solar para 3,2 L/h/m² de água, o que, segundo os pesquisadores, foi mais que o dobro do limite teórico.

quitosana hidrogel
Imagem: advances.sciencemag.org

E tem mais: os pesquisadores melhoraram ainda mais a eficiência da destilação solar por meio da adição de quitosana, um polímero natural, à mistura. Fazendo isso, permitiu-se que a esponja segurasse mais água, acelerando a evaporação. Isso empurrou a eficiência do destilador solar para 3,6 L/h/m², 12 vezes melhor do que as unidades comerciais.

Estaremos atentos à demais avanços e à distribuição e implementação dessa tecnologia de destilação solar melhorada.

Fonte: Science Advances.

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