Conheça 2 tipos de tecnologias BARATAS para a geração de energia em regiões remotas

Pense na dificuldade de morar em regiões remotas, isoladas do mundo, e querer realizar atividades simples do dia a dia, como ouvir um rádio ou tomar um banho quente. Na tentativa de ajudar famílias nestas condições, cientistas do mundo todo vêm desenvolvendo projetos com tecnologia diferenciada, mais independente e ecológica. Veja, por exemplo, as histórias de painel solar e turbina eólica para geração de energia apresentadas a seguir!

Projeto de painel solar orgânico

O segundo invento que queremos apresentar trata-se do primeiro protótipo da AVATAR, uma pequena turbina eólica desenvolvida pela startup Avant Garde Innovations, da Índia. Por conta da sua extraordinária capacidade funcional, em 2015, a ONU (Organização das Nações unidas) escolher o aparelho como uma das vinte melhores inovações da cleantech na Índia como parte do Global Cleantech Innovations Programme (GCIP.

energia elétrica
Imagem extraída de Saquarema TV

Como funciona o painel?

Esse novo painel desenvolvido no Brasil é constituído de um filme plástico, onde as tintas que são a base de carbono são impressas e podem transformar a luz do Sol em energia elétrica. Camadas internas criam elétrons, conduzindo cargas positivas e negativas. E a última camada impressa que funciona de terminal metálico, responsável por fechar o circuito.

Imagem extraída de Engenharia Hoje

Quais as vantagens desse sistema de energia?

O painel apresentado ao Instituto CSEM Brasil, em tese, é fácil de ser aplicado, mesmo nas mais diversas superfícies. E o mais importante: pode ser produzido com materiais orgânicos, sendo uma opção mais sustentável, em comparação aos painéis tradicionais de silício!

Atualmente, o painel fotovoltaico orgânico está em fase de testes. Foram adaptadas máquinas similares à de impressão em jornal para o processo de impressão desejado. O objetivo é garantir que essa alternativa barata leve energia verde para todo lugar!

Imagem extraída de CPG Click Petroleo e Gas

Projeto de pequena turbina eólica

O segundo invento que queremos apresentar trata-se do primeiro protótipo da AVATAR, uma pequena turbina eólica desenvolvida pela startup Avant Garde Innovations, da Índia. Por conta da sua extraordinária capacidade funcional, em 2015, a ONU (Organização das Nações Unidas) escolheu o aparelho como uma das vinte melhores inovações da cleantech na Índia como parte do Global Cleantech Innovations Programme (GCIP).

Imagem extraída de Avant Garde Innovation

Quais as principais características da turbina?

A turbina desenvolvida pela Avant Garde Innovations é de fluxo axial, multifásica, multivoltagem e sem escova. Com acionamento direto e sem engrenagem. Potência nominal de 1kW e tensão nominal 24V / 48V / 230V. E com controle de RPM para maior vida útil do rolamento – estima-se que venha a ter uma vida operacional de 20 a 25 anos.

A turbina AVATAR tem apenas três metros de diâmetro. Então, pequena e leve, ela é fácil de ser transportada. Ideal para casas, comércios e áreas rurais – em áreas marinhas, nevadas e desertas -, com capacidade de geração de energia de 5 kW/h, a uma velocidade de vento de 5,5m/s. Enfrenta automaticamente qualquer direção do vento e é silenciosa. É certeza de geração de energia seja dia e noite, chuva e brilho, verão e inverno. E o melhor, não precisa de muita manutenção, sem necessidade de limpeza regular.

energia elétrica
Imagem extraída de Government of India
energia elétrica
Imagem extraída de Avant Garde Innovation

Quais os maiores benefícios dessa nova tecnologia?

O novo gerador AVATAR também tem um custo de produção, funcionamento e manutenção baixo. O equipamento tem grandes chances de revolucionar a geração da energia renovável no mundo. Seu sistema, pelo que parece até agora, é bastante confiável. A instalação é rápida e simples, e pode ser tanto no nível do solo quanto na cobertura de edificações. Espera-se que possa ser comercializado em breve no Brasil! Vamos torcer por esta boa notícia!

Nosso país vive hoje uma das maiores crises de energia por conta da falta de chuvas. Como é bom ouvir histórias de alternativas simples que possam ajudar a nossa população a gerar energia mais barata e limpa, principalmente para famílias morando em regiões remotas do país. Que estes exemplos sirvam de inspiração!


Fontes: Engenharia Hoje, Click Petróleo e Gás.

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Engenheiros desenvolvem nanotubos de carbono que transformam calor residual em luz

Engenheiros mostraram como filmes a base de nanotubos de
carbono podem ser usados na criação de um equipamento que aproveita calor
residual. O aparelho pode aumentar o rendimento de células solares e a
eficiência da recuperação de calor residual em indústrias.

nanotubos
Imagem: news.rice.edu

Perda de calor em sistemas:

A gente costuma falar bastante sobre geração de energia por aqui, mas nem sempre mencionamos que há perdas nos sistemas, né? Pois bem, o aproveitamento dessas perdas é do interesse da engenharia, na medida em que promove aumento de eficiência, e também tem um caráter sustentável. Olha só:

Uma simulação realizada por pesquisadores da escola de
engenharia da Rice University mostra uma série de cavidades padronizadas em um
filme de nanotubos de carbono alinhados. Quando otimizado, o filme absorve
fótons térmicos e emite luz em uma banda estreita que pode ser reciclada na
forma de eletricidade.

fotons
Imagem: news.rice.edu

Tratando do conceito, fótons térmicos são simplesmente
fótons emitidos por um corpo em alta temperatura. Por exemplo, se você olhar
para algum objeto quente com uma câmera de infravermelho, você o verá brilhando,
por conta dos fótons termicamente excitados. Essa imagem nos é bastante
familiar, mas então por que esse calor não é aproveitado como energia? Bem, por
uma questão de comprimento de banda.

Aproveitamento do calor residual:

A invenção do grupo da Rice University foi um emissor
hiperbólico termal que pode absorver calor intenso que seria outrora eliminado
para atmosfera. Agora, esse calor é retido em uma banda estreita e emitido na
forma de luz. Basicamente, é um caminho mais longo, onde calor é transformado
em luz e a luz é convertida em eletricidade. É uma forma de aproveitar o que
seria residual, ou seja, tido como perda.

nanotubos
Imagem: news.rice.edu

Quer números? Vamos lá: A adição destes emissores às células
solares padrão podem aumentar sua eficiência em cerca de 22%. “Espremer” toda a
energia térmica desperdiçada em uma pequena região espectral, permite transformá-la
em eletricidade de forma muito eficiente, de acordo com a equipe. A previsão
teórica é de 80% de eficiência. Aguardamos para ver acontecer!

nanotubos de carbono
Imagem: news.rice.edu

Fonte: Rice University. ACS Publications.

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