Crise energética: saiba como o conceito de ‘Eletricidade 4.0’ pode nos salvar

Quantas crises enfrentamos neste momento, não é mesmo? Uma delas é a crise de geração de energia, que impacta severamente todas as empresas brasileiras, pois encarece desde a produção de matérias-primas, fabricação de produtos, estocagem, conservação, manutenção, entregas e além. E quanto mais impacta o bolso do consumidor, menos chances se tem de vendas e fechamentos de negócios. Nessa equação, como ficam as empresas?

Infelizmente, as perspectivas para o futuro não são boas. É que o nosso planeta está ficando mais populoso e cada vez mais consumimos energia. Se os governos não investirem em unidades de geração, transmissão e distribuição de energia, principalmente renovável, o gargalo só vai se fechar mais, sentido na alta das tarifas de energia e no meio ambiente. E não é só isso, também se faz necessário campanhas de conscientização para uso da energia de forma resiliente, segura e sustentável.

Imagem reproduzida de Propmodo

Conceito de Eletricidade 4.0

Qual a solução para mitigar ou evitar, de vez, esses problemas previstos para o futuro? Bem, talvez unir a eficiência de gestão de energia com o potencial da digitalização. Assim se resume a Eletricidade 4.0, conceito que remete ao termo Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial, que já exemplificamos aqui, no Engenharia 360. O objetivo é educar parceiros e clientes dos negócios sobre como devem ser direcionados os esforços para o seguinte:

Zero desperdícios | Zero emissões | Zero carbono

Eletricidade 4.0
Imagem reproduzida de Citisystems

União ‘gestão + digitalização’

Pense assim: como podemos racionalizar o uso de energia dentro das empresas? Primeiro com uso da Tecnologia de Automação, capaz de contribuir para melhor controle de processos, instalações e mais, reduzindo, assim, o consumo. Segundo, apostando na digitalização para geração de dados para tomada de decisões mais precisas, em tempo real – inclusive sobre gerenciamento sobre performance energética.

Continuidade da eletrificação dos sistemas

Alguns pensam se poderiam substituir a energia elétrica por outra fonte, como de combustível, visando amenizar as contas. Porém, saiba que a eletricidade continua sendo o melhor e mais eficiente vetor de descarbonização. É por isso que muitas empresas estão lançando modelos de fogões elétricos, carros elétricos, aviões e helicópteros elétricos, e mais. É que, o ideal para a “recuperação verde” do planeta seria sermos menos dependentes do que polui ou incentivar a destruição da natureza de algum modo. Pode ter certeza de que isso vai nos ajudar bem mais no futuro!

Eletricidade 4.0
Imagem reproduzida de energy40news – Twitter

O que temos que fazer é juntar todo o conhecimento e esforços possíveis para:

  • reduzir perdas e maximizar o uso de infraestruturas;
  • melhorar a integração dos recursos energéticos;
  • apostar em investimentos de energia acessível, renovável e inteligente;
  • apostar no potencial de redes inteligentes, geração distribuída, armazenagem, resposta à demanda e eficiência energética, devido à integração total proporcionada pela Eletricidade 4.0;
  • e cobrar dos governantes a grande capacidade de geração de emprego e renda, pois até isso ajuda na economia de energia. 🙂

Veja Também: A importância do Estudo de Impacto Ambiental na engenharia


Fontes: SEGS.

O crescimento das Foodtechs no Brasil

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O mundo está mudando cada vez mais rápido. Estamos vivendo uma fase de superpopulação em nosso planeta, grande escassez e muitas ameaças à nossa saúde. Por isso, é claro que nos preocupamos mais com o que consumimos e como isso chega até nós – sim, no geral, estamos mais conscientes. Em 2020, em plena pandemia, o segmento de alimentação cresceu bastante, ao mesmo tempo que mudou demais. A assistência das soluções tecnológicas nunca foi tão necessária. Assim cresce cada vez mais o conceito de foodtechs!

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Imagem reproduzida de Comece com o Pé Direito

O que são foodtechs?

A indústria internacional está reformulando e repensando a todo momento a cadeia de alimentos produzidos. Nesse processo, as startups possuem um papel fundamental também, ajudando a aprimorar modelos de negócios dentro de um setor super inovador e disruptivo. O conceito foodtech surgiu da ideia de unir a ideia de unir ‘alimentos’ e ‘tecnologia’, melhorando a agricultura e a produção de alimentos, além dos canais de distribuição, consequentemente o consumo de serviços, produtos e seu retorno ou reciclagem.

O legal do sistema de negócio baseado nas foodtechs é que ele identifica os gargalos do setor, tenta resolver de um jeito mais prático e ágil os problemas, lançando depois os itens no mercado de forma mais acessível para todos. No meio disso tudo, reduz o tempo de desperdício dos processos, otimiza operações logísticas, reduz desperdícios de materiais e interage melhor com o consumidor. Já ouviu falar em carne sintética, desenvolvida em laboratório? É mais ou menos nessa linha!

São exemplos de foodtechs: alimentos sintéticos, proteínas vegetais, refeições em cápsulas, superalimentos, suplementos, alimentos funcionais e tecnologias 3D para sua impressão.

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Imagem reproduzida de Bloomberg Linea

Impactos no setor alimentício

Neste ano de 2022, de acordo com a Research and Markets, o mercado global de tecnologia deve crescer US$ 250,4 bilhões graças às foodtechs. E em que a tecnologia pode contribuir dentro do setor alimentício? Por exemplo, resolvendo questões como dieta para um público com restrições alimentares, roteiros de entrega complexos e longos, escassez de recursos e materiais, metas de sustentabilidade e ecologia, limites de orçamentos, e mais. E os desafios só devem aumentar, pois estima-se que, em 2050, teremos 9,6 bilhões de habitantes no planeta, todos precisando se alimentar para sobreviver, somando 30 bilhões de refeições por dia. Nesse cenário, que é apontado pela FAO, a produção mundial de alimentos precisará crescer 70%, piorando drasticamente questões como desmatamento e emissão de gases geradores do efeito estufa no planeta. Uma perspectiva terrível, não é mesmo?

O comportamento dos consumidores também muda, muito por conta da demanda digital, que é uma forte tendência do mercado atual e futuro. As pessoas querem ter um relacionamento diferente com a comida, pensando em seus corpos, em sua longevidade, no seu conforto e agilidade que o dia-a-dia exige. E é claro que os profissionais, produtores, cooperativas e empresas precisam levar isso em consideração na tomada de decisão sobre os itens ofertados. Assim, as FoodTechs ganham mais e mais espaço no mercado!

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Imagem reproduzida de IT Forum

Tecnologias ligadas às foodtechs

  • Inteligência Artificial e Big Data, para coletar e analisar informações para criação de programa nutricional;
  • Blockchain para garantir origem dos alimentos;
  • Internet das Coisas, ajudando a repor automaticamente o que estiver faltando;
  • Automação de processos, para tornar o serviço mais ágil, com menos falhas e diminuindo custos;
  • Sistemas de gestão, como para resíduos, e tecnologias de mapeamento, para, por exemplo, assegurar destinação de materiais em compostagem ou aterros sanitários;
  • Assinaturas eletrônicas, para contratos entre restaurantes e aplicativos, pensando em resolver a questão da logística.

Como está o mercado das foodtechs no Brasil?

Em 2018, um levantamento da Research and Markets revelou que o Brasil contava com 90 startups com trabalhos relacionados à foodtechs. Na verdade, de acordo com a Finistere Ventures, mais de 50% do investimento em startups brasileiras, no mesmo ano, foi feito em foodtechs – o que é bem impressionante. Infelizmente, poucas dessas empresas são conhecidas. Mas vamos torcer para que a realidade mude, pois o nosso país tem só a ganhar com o conceito. Por quê? Eis as razões:

  • O Brasil é umas das nações que mais desperdiça alimentos no mundo.
  • Ao mesmo tempo, somos grandes produtores e exportadores, tendo inúmeras multinacionais em nosso país. Inclusive, 50% da balança comercial brasileira vêm do segmento de alimentos.
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Imagem reproduzida de Iberdrola

Vamos falar desses negócios, então? A iFood, do grupo Movili, é uma gigante do nosso mercado, avaliada em mais de US$ 1 bilhão. Mas o Brasil tem ainda 1.125 outras foodtechs mapeadas, movimentando atualmente R$ 2 trilhões por ano – desde o setor agro à indústria. Quer saber de outros exemplos bem sucedidos do nosso país? O pó para mistura de receitas fabricado pela N.Ovo, as bebidas da Pura Vida e os chás da TAO. Também o clube de assinatura de caixas para quem tem alimentação restrita da OneMarket, clube de assinaturas de vinhos da WineBox, e o clube de assinaturas de sementes Isla Sementes. As matérias-primas compostáveis da Biocycle e Solupack. A entregadora de comidas saudáveis LiveUp. E a produtora de laticínios a partir da castanha de caju NoMoo.


Fontes: Cruzeiro do Sul, Remessa Online, DocuSign, Medium.