O 5G: O que é, qual o diferencial, e a tecnologia no Brasil

A quinta geração da internet móvel, o 5G, já está em funcionamento em diversas partes do mundo. Países como Estados Unidos, Europa e Coréia do Sul já possuem esta tecnologia, e a chegada no Brasil está prevista para 2023.

O 5G, é uma tecnologia que funciona através de rádio, assim como as conexões que temos atualmente. Porém, o que diferencia esta rede das outras é o expecto da frequência; que será de 3,5GHz a pelo menos 26GHz. Ou seja, uma capacidade de onda maior, embora com comprimentos de ondas menores.

Os comprimentos de onda significam um alcance mais curto, fazendo com que novas antenas sejam instaladas para propagar chamadas “ondas milimétricas”, que permitirão uma cobertura mais ampla.

Mas qual o diferencial desta rede?

De acordo com a fabricante de chips Qualcomm, a velocidade de download e navegação pode aumentar de 10 a 20 vezes com relação ao 4G.

Com isto, é esperado a intensificação do conceito de IOT (Internet of things), uma vez que a velocidade de transmissão para dispositivos conectados ao celular, como o smartwatch, será reduzida.

A introdução do 5G no Brasil

Hoje, o principal problema para implementação do 5G no nosso país vem de questões burocráticas. A Anatel decidiu que as bandas de 2,5GHz e 3,5GHz que antes eram usadas para transmissão de TV analógica, serão alocadas para a implementação do 5G no país. Em 2020 ocorrerá um leilão em que as empresas disputarão a concessão para serem provedoras desta tecnologia.

A empresa chinesa Huawei, é uma empresa que já testou esta tecnologia junto com as quatro operadoras brasileiras. E de acordo com Nicolas Driesen, diretor de tecnologia da Huawei, se o Brasil adiar o leilão de concessão de bandas, previsto para 2020, ele ficará ainda mais atrasado com a implementação da tecnologia 5G.

Países latinos como Uruguai e México, já deram o primeiro passo comercial para a implementação da tecnologia.

Referências:

Isto é Dinheiro, BBC News

Como a Energia Renovável ajuda no desenvolvimento de um país?

Sabemos que a energia renovável está cada vez mais presente no nosso dia a dia, agora, qual a relação dela com o desenvolvimento?

Vemos pequenos exemplos de conscientização ambiental no nosso dia a dia. Desde aquele restaurante que não tem mais canudo, até a aquela ecobag que utilizamos em supermercados. Portanto, com a energia não poderia ser diferente, e a matriz energética de diversos países tem mudado.

Porém isto vai além da conscientização ambiental. Analisando questões econômicas, hoje sabemos que a energia renovável é mais barata que a energia nuclear, a energia fóssil, e até energia do carvão mineral. O carvão mineral foi a forma mais usada de energia no mundo, em meados de 2003, principalmente pelo seu valor econômico baixo. Devido a redução do uso do carvão, hoje a energia renovável nos Estados Unidos da América representa 17% da energia do país.

Energia renovável e a geração de novos empregos

Como a energia renovável faz parte de uma tecnologia relativamente recente, é comum pensar nos impactos econômicos que podem ser causados.

A Irena (Agência Internacional de Energia Renovável) apoia 170 países, incluindo o Brasil, em sua transição para um futuro energético mais sustentável. De acordo com esta organização, no ano de 2018 foram criados 10,3 milhões de empregos para se trabalhar com energia renovável. Embora grande parte destas vagas estão concentradas na Asia; Os Estados Unidos, Brasil, Índia, e Alemanha continuam a ser grandes empregadores neste ramo.

No Brasil, segundo o relatório do Irena, no ano de 2017 foram criadas 893 mil vagas de emprego para profissionais atuarem com geração, transmissão e distribuição de energia elétrica.

Com todas estas mudanças no mercado, temos que nos manter sempre atualizados com relação a introdução das energias renováveis. Não só no Brasil, como no mundo, está sendo requisitado profissionais especializados sobre o assunto. E sem dúvidas, é uma área da engenharia muito interessante para investir o conhecimento.

Referências:

TheGuardian, LGLSolar

Design inteligente aplicado à economia de água

Um experimento realizado no departamento de engenharia mecânica da universidade de Stanford investigou quanto uma pia autônoma que se adapta ao usuário poderia influenciar na redução do consumo de água. A curiosidade é que a tal torneira inteligente ainda não existe. A gente conta a história:

torneira inteligente
Imagem: Stanford University

Pia inteligente, só que não:

A suposta “smart-torneira” permanece só um conceito, só que os testers não sabiam disso. William Jou e seus colegas do laboratório de engenharia mecânica fizeram outra coisa: uma torneira que parecia se ajustar automaticamente às preferências do usuário, mas na verdade era controlada por Jou. Basicamente, um placebo mecânico.

Os resultados do experimento, detalhados em um artigo científico apresentado em congresso, apoiam a ideia de que sumidouros inteligentes cuidadosamente projetados poderiam ajudar a conservar a água, regulando o uso da água e incentivando que os usuários desenvolvam hábitos mais eco-friendly.

Como foi o experimento:

Os participantes desse experimento tiveram que lavar a louça três vezes, com Jou secretamente controlando a temperatura e o fluxo da pia apenas durante a segunda lavagem. Para criar uma situação “confiável” de uma pia inteligente que toma decisões sobre a água, Jou monitorou de perto os estilos de lavagem dos participantes durante a primeira rodada de limpeza, para que ele pudesse imitá-los na segunda rodada.

Com Jou envolvido como observador oculto, os participantes usaram cerca de 26% menos água em comparação com a primeira lavagem. Na terceira rodada, eles ainda usavam 10% menos água em comparação com a primeira rodada, apesar de a pia voltar a ficar “sem cérebro”. Essa mudança no uso da água ocorreu sem que os participantes soubessem que o experimento era sobre conservação da água. A seguir, o vídeo divulgado pela Stanford University:

Em pesquisas após o experimento, 96% dos participantes que interagiram com a pia inteligente (havia um grupo de controle que lavou a louça três vezes sem Jou) disseram que pensavam que havia potencial para que torneiras inteligentes economizassem água. Muitos deles até manifestaram interesse em comprar esse produto.

Embora os resultados e a reação à lavagem com a assistência de Jou tenham sido impressionantes, os pesquisadores ficaram particularmente animados com a forma como uma breve interação com a função “autônoma” mudou o uso de água dos participantes.

A pia do futuro:

Os pesquisadores imaginam um futuro em que as pias dos hospitais incentivam os funcionários a lavar as mãos adequadamente e nossas preferências pessoais de pia e chuveiro podem ser transferidas para hotéis e casas de amigos. Escolas e bairros poderiam organizar competições para economizar água e aumentar a conscientização sobre a conservação da água. Por meio de recursos adicionais, a pia pode até detectar vazamentos.

Dito isto, vale ressaltar que esse estudo sobre comportamento dos usuários implementados a pia inteligente exigiu anos de trabalho e nem sequer incluiu um algoritmo. Além de implantar a inteligência artificial, criar uma versão para produção em massa de uma torneira inteligente, que seja realmente autônoma, exigirá sensores capazes de diferenciar usuários. Ainda assim, os pesquisadores estão otimistas de que estudos como esses possam lançar as bases para apoiar engenhosidades pensando em um futuro que agrade o usuário e seja amigável com o meio ambiente.

Fonte: Techxplore; IDETC-CIE.

Mão robótica inteligente mescla controle entre usuário e robô

Cientistas estão desenvolvendo novas abordagens para o controle aprimorado de mãos robóticas. Esse viés, em particular pensando em aplicações para amputados, combina o controle individual dos dedos e a automação para melhor compreensão e manipulação.

mão
Imagem: École Polytechnique Fédérale de Lausanne.

Uma mãozinha para a saúde

Essa prótese foi uma interdisciplinar de conceito entre neuroengenharia (termo novo por aqui) e robótica e foi testada com sucesso em três amputados e sete indivíduos saudáveis. A equipe que desenvolveu o projeto inclui uma série de profissionais de medicina e engenharia biomédica com especializações em microengenharia, neuroprotética e ramificações inovadoras.

A tecnologia envolvida nessa mão robótica mescla dois conceitos de dois campos diferentes. A implementação de ambos nunca havia sido feita antes para o controle robótico das mãos e contribui para o emergente campo de controle compartilhado em neuroprotética.

Em mais detalhes, o conceito de neuroengenharia envolve decifrar o movimento pretendido dos dedos da atividade muscular no toco do amputado para controle individual dos dedos da mão protética, o que nunca foi feito antes. O outro, da robótica, permite que a mão robótica ajude a segurar objetos e mantenha contato com eles para agarrar com robustez.

Segura essa

Quando você segura um objeto na mão e ele começa a escorregar, você tem apenas alguns milissegundos para reagir. A mão robótica tem a capacidade de reagir em 400 milissegundos. Equipado com sensores de pressão ao longo dos dedos, ele pode reagir e estabilizar o objeto antes que o cérebro perceba que está escorregando.

Inicialmente, um algoritmo aprende como decodificar a intenção do usuário e traduz isso no movimento do dedo da mão protética. O amputado deve executar uma série de movimentos das mãos para treinar o algoritmo que usa aprendizado de máquina. Os sensores colocados no amputado detectam atividade muscular e o algoritmo aprende quais movimentos das mãos correspondem a quais padrões de atividade muscular. Uma vez que os movimentos dos dedos pretendidos pelo usuário sejam entendidos, essas informações podem ser usadas para controlar dedos individuais da mão protética.

Fonte: École Polytechnique Fédérale de Lausanne. Nature Machine Intelligence.

Robô permitiu a realização da primeira cirurgia de coração a longa distância

Um cirurgião na Índia realizou uma série de cinco procedimentos de intervenção coronária em pacientes que estavam em mesas cirúrgicas a 32 quilômetros dele, por meio da manipulação de um robô. O evento marca a primeira cirurgia cardíaca de longa distância.

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Imagem: EClinicalMedicine

O robô CorPath GRX:

A operação foi realizada em pacientes com aterosclerose, uma condição em que uma placa de gordura se acumula nos vasos sanguíneos e restringe o fluxo de sangue. No procedimento de desobstrução, um robô chamado CorPath GRX, controlado remotamente pelo cirurgião, inseriu um pequeno instrumento chamado stent para abrir os vasos sanguíneos no coração.

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Imagem: EClinicalMedicine.

A estação de trabalho do médico foi conectada ao robô através de uma conexão de internet de alta velocidade. Havia também câmeras na sala de cirurgia para dar ao cirurgião vistas adicionais do procedimento.

O robô foi desenvolvido por uma empresa chamada Corindus e o relatório científico sobre o procedimento foi publicado na EClinicalMedicine. A cirurgia faz parte de um novo movimento chamado telemedicina.

Telemedicina:

A telemedicina mescla os campos da robótica, realidade mista e comunicações para transmitir virtualmente especialistas médicos para locais remotos. O campo da telemedicina, contudo, não é tão novo. O Centro de Pesquisa Ames da NASA supervisionou uma das primeiras clínicas virtuais em 1999 para fornecer assistência médica aos astronautas com base na Estação Espacial Internacional. As forças armadas dos EUA também adotaram a telemedicina, em um esforço para cuidar de soldados feridos em campos de batalha distantes.

Enquanto isso, mais recentemente, pacientes na França estão atendendo às suas necessidades médicas nas cabines de Telessaúde e a crise do Ebola viu a Universidade da Virgínia empregar telemedicina no local. Claramente, este é um campo que veio para ficar e crescer.

Vale ressaltar, porém, que os avanços da engenharia na medicina, realidade virtual e inteligência artificial vêm crescendo em ritmos extraordinários e essa evolução poderá descentralizar os cuidados de saúde e ajudar na falta de enfermeiros e médicos. Você acha que esse tipo de desenvolvimento em robótica pode ser categorizado como engenharia humanitária?

Fonte: Business Wire.

nteligência artificial alimentada por expressões faciais não é boa em detectar mentiras

O papel da inteligência artificial (IA) nos diversos segmentos da ciência e tecnologia e suas derivações no nosso contexto social é inegável. Essa resposta no cotidiano é um fator importante quando IA é implementada nos negócios, na definição de políticas públicas, ou mesmo na hora de decidir, por exemplo, se um acusado de crime é culpado ou não. Mas isso é uma coisa boa? Um estudo recente do USC Institute for Creative Technologies junto com a University of Oxford indicou que a capacidade da inteligência artificial em detectar mentiras por meio de expressões faciais é falha. A gente explica.

reconhecimento emoções
Imagem: whatsnext.nuance.com

Qual o objetivo de termos algoritmos para “ler” expressões faciais?

Atualmente, os algoritmos de inteligência artificial estão sendo aplicados ​​em grupos bem direcionados, por exemplo: campanhas de marketing que visem selecionar candidatos a empréstimos ou contratar pessoas para empregos; previsão de ameaças por meio de estudos de Segurança Interna, dentre outros. Tudo isso levanta uma imensa questão moral quanto a feedback discriminatório para os algoritmos, mas aí é outra história. Vamos aos pixels.

Considerando a aplicabilidade de IA em reconhecer padrões, o grupo de pesquisa tentou minar a visão da psicologia popular de que, se pudéssemos reconhecer as expressões faciais das pessoas, poderíamos dizer o que elas estão pensando. Ousado, mas instigante à investigação, não é?

De toda forma, a própria equipe reconheceu estar usando suposições ingênuas sobre essas técnicas, porque não há associação tão clara entre expressões e o que as pessoas realmente estão sentindo, com base nesses testes.

Expressando emoções:

O time de pesquisadores abordou o fato de que nossas expressões faciais podem não revelar tão bem quanto sentimos. Então de que adianta reconhecer padrões que não indicam um dado exato?

emoções algoritmo
Imagem: pinimg.com

Algumas pessoas sorriem quando estão com raiva ou chateadas, mascaram seus verdadeiros sentimentos, e muitas expressões não têm muita relação com sentimentos internos, acabando por refletir convenções culturais ou de conversação. Inclusive sabemos que as pessoas podem mentir sem mostrar sinais óbvios disso, enquanto outras se autodelatam facilmente pela expressão.

As pessoas costumam expressar o oposto do que sentem para se ater às convenções ou para enganar completamente alguém. O problema é que os algoritmos, tal como a gente, não são tão bons assimilando essa duplicidade.

O experimento com o algoritmo leitor de expressões faciais:

O time de pesquisadores conduziu um experimento em que o objeto de estudo foram 700 pessoas submetidas a nada menos do que jogatina por dinheiro. Boa escolha para avaliar blefes e a famosa poker face.

Enquanto o pessoal estava jogando, os pesquisadores captaram como as expressões das pessoas captavam suas decisões, bem como quanto dinheiro eles ganhavam. Em seguida, o grupo de pesquisa arguia os jogadores quanto ao seu comportamento, por exemplo: quantas vezes você blefou? Você usou alguma expressão para tirar vantagem? Quantas vezes sua expressão era compatível com sua emoção?

Os cientistas examinaram as relações entre expressões espontâneas e momentos-chave no jogo. Sorrisos eram as expressões faciais mais comuns, independentes do momento do jogo ou do que os participantes estavam sentindo (sorriso amarelo, sorriso nervoso, sorriso sem jeito, sorriso feliz). Outra coisa é que os jogadores não eram nada acurados para entender as emoções dos demais.

Algoritmos mainstream:

Essas descobertas enfatizam os limites do uso da tecnologia para prever sentimentos e intenções. Os algoritmos de leitura de emoções comumente usados geralmente descontextualizam o que estão vendo. Além disso, a detecção de emoções por reconhecimento facial não é simples: mesmo um emoji pode não indicar sentimentos tão claramente.

Nesse sentido, é importante destacar que quando empresas e governos reivindicam aplicar esses recursos, o consumidor deve ficar atento, porque muitas vezes essas técnicas têm suposições simplistas, que não foram testadas cientificamente, apesar de serem socialmente acreditadas.

Fonte: Interesting Engineering. USC.